reading challenge #6: ecce homo – friedrich nietzsche

6. ECCE HOMOFRIEDRICH NIETZSCHE (publicado originalmente em 1888).

Categorias: ‘a book at the bottom of your to-read list’ e ‘a book you own but have never read’.

Resumo: Autobiografia de Nietzsche, mas ele discorre muito menos de si mesmo do que de suas obras e da aversão que tem do cristianismo e da Alemanha da sua época. Infelizmente, fala muito superficialmente da relação com os familiares e quase nada da infância.  Livro curto, mas denso demais. Fiquei atônita e bastante reflexiva desde que terminei ontem à noite e continuo quase 24h depois. Acho que é necessário muita coragem pra efetivamente ler Nietzsche (no sentido de internalizar e refletir).

Trechos que penso que merecem destaque:

“Sou inclusive por natureza a antítese da espécie de homem que, até o presente, foi venerada como virtuosa.”

“Quanta verdade pode um espírito suportar, quanto pode arriscar um espírito? (…) Cada conquista, cada passo em frente no conhecimento é consequência da coragem, da dureza consigo mesmo, da limpeza para consigo.”

“O homem do conhecimento não só deve poder amar seus inimigos, mas deve poder também odiar seus amigos. (…) Vocês não se haviam ainda procurado a vocês próprios então me encontraram. Assim fazem todos os crentes; por isso vale tão pouco toda fé. Agora lhes ordeno que me percam e que se encontrem a vocês mesmos; e só quando todos me tiverem renegado é que voltarei entre vocês…” [Trechos de Assim Falou Zaratustra citados por Nietzsche no prólogo do livro].

“E como é que se reconhece, no fundo, um pleno restabelecimento? Em que um homem bem restabelecido agrada a nossos sentidos: no fato de ter sido talhado em madeira que seja ao mesmo tempo dura, tenra e odorífera. (…) Adivinha os remédios contra os prejuízos, explora a má sorte em seu proveito; aquilo que não o mata, o torna mais forte. (…) Está sempre em sua companhia, seja que frequente livros, homens ou paisagens; honra enquanto escolhe, enquanto admite, enquanto confia. (…) Examina com cuidado o estímulo que se apresenta. (…) Não acredita em “desgraça” nem em “culpa”: ele se sente bem consigo mesmo, com os outros, sabe esquecer.”

“Tenho necessidade de solidão, isto é, de convalescência, de regresso a mim, do sopro de uma brisa leve que passa livremente…”

“Ficar sentado o menos possível; não dar crédito a nenhum pensamento que não tenha surgido ao ar livre e quanto se faz livremente exercícios físicos. (…) O sedentarismo – já o disse uma vez – é o verdadeiro pecado contra o espírito santo.”

“O gênio tem por condição o ar seco, o céu puro – ou seja, um metabolismo rápido, a possibilidade de renovar sempre grandes quantidades de energia.”

“Não faz parte de meu tipo ler muitas coisas e de toda espécie: uma sala de leitura me deixa doente. Tampouco faz parte de meu gênero amar muitas coisas e de toda espécie. (…) No fundo, é a um pequeno número de velhos franceses que regresso sempre: creio só na cultura francesa e tenho por equívoco tudo quanto na Europa se chama ‘cultura’.”

“Talvez esteja eu mesmo com ciúme de Stendhal? Ele me tirou a melhor piada de ateu que eu precisamente poderia ter inventado: ‘A única desculpa de Deus é que ele não existe.’”

“Não conheço nenhuma leitura que dilacere o coração como Shakespeare: quanto tem que ter sofrido um homem para nesse ponto necessitar ser bufão! – Compreende-se realmente Hamlet? Não é a dúvida, é a certeza que enlouquece. (…) Nós, todos nós, temos medo da verdade.”

“O primeiro contato com Wagner não deixou de ser o primeiro instante da minha vida em que respirei: eu o senti, o venerei como uma terra estrangeira, como antítese, como protesto… (…) Ponderando tudo, eu não teria podido suportar minha juventude sem a música de Wagner.”

“Recusar ver, ouvir, deixar que se acerquem muitas coisas – primeira sabedoria, primeira prova de que não se é um acaso, mas uma necessidade. (…) Separar-se, desvincular-se de tudo o que obrigaria a sempre mais dizer não. (…) Nossos grandes dispêndios são os pequenos que se acumulam.”

“Outra medida da inteligência e de autodefesa consiste em reagir o mais raramente possível e a se subtrair às situações e às condições nas quais se estaria condenado a exibir por assim dizer sua própria ‘liberdade’, sua iniciativa e tornar-se um puro e simples reagente.”

“Chegar a ser o que se é supõe que não se duvide minimamente do que se é. Desse ponto de vista, até mesmo os desacertos da vida têm seu sentido e seu valor próprios, precisamente como os descaminhos e os distanciamentos episódicos do caminho, as hesitações, os pudores.”

“Cuidado com todas as grandes palavras, com todas as grandes atitudes! (…) Cuidado com todos os homens extravagantes!”

“Tudo o que até agora a humanidade considerou sério, não são nem sequer realidades, são simples fantasmas da imaginação ou, para me exprimir com mais rigor, são mentiras derivadas de maus instintos de naturezas doentias.”

“Também sofrer pela solidão é uma objeção – eu, de minha parte sempre sofri por causa da multidão…”

“No final das contas, ninguém pode escutar nas coisas, inclusive nos livros, mais do que já sabe. Não se tem ouvidos para escutar aquilo a que não se tem acesso pela experiência vivida. (…) Aquele que supõe ter entendido alguma coisa de mim tomou algo emprestado de mim à sua imagem.”

“O que importa é não ter sido nunca complacente consigo, é preciso ter dureza nas próprias atitudes para ser feliz e estar de bom humor entre verdades todas elas duras. Quando me empenho em imaginar um leitor perfeito, sempre resulta um fenômeno de coragem e de curiosidade e, além disso, algo maleável, astuto, cicunspecto, um aventureiro e um descobridor nato.”

“A Circe da humanidade, a moral, falsificou – arquimoralizou – todo o psicológico dos pés à cabeça, até chegar a esse espantoso absurdo de que o amor deveria ser algo “não-egoísta”… É preciso estar sentado firmemente em si mesmo, estar corajosamente plantado sobre duas pernas, pois, de outro modo é absolutamente impossível amar.”

“A mulher é indizivelmente mais má que o homem, e também mais inteligente; a bondade é nela uma forma de degenerescência… (…) Quanto mais a mulher for verdadeiramente mulher, tanto mais se defenderá com pés e mãos contra os direitos em geral: o estado de natureza, a eterna guerra entre os sexos, lhe confere, e de longe, o primeiro lugar.”

“A pregação da castidade é uma incitação pública à contra-natureza. Todo desprezo da vida sexual, toda a adulteração jogada sobre ela por meio da ideia do “impuro” é o próprio atentado contra a vida – é o verdadeiro pecado contra o espírito santo da vida.”

“O gênio do coração, graças a cujo contato todos ficam mais ricos, não abençoados e surpresos, não gratificados e oprimidos como que por bens estranhos, mas mais ricos de si mesmos, mais novos que antes a seus próprios olhos, abertos, penetrados e espiados pelo vento do degelo, talvez mais incerto, mais delicado, mais frágil, mais confuso, mas cheio de esperanças que ainda não têm nome algum, cheio de nova vontade e de novas correntes, cheio de novas contra-vontades e de novas contra-correntes…”

“A tragédia é precisamente a prova de que os gregos não eram de modo algum pessimistas: Schopenhauer se enganou a respeito, como se enganou em tudo.”

“Sócrates, reconhecido pela primeira vez como instrumento da dissolução grega, como típico decadente. A ‘racionalidade’ contra o instinto. A ‘racionalidade’ a qualquer preço, como força perigosa que solapa a vida!”

“Humano, demasiado Humano é o monumento de uma crise. Diz de si mesmo que é um livro para espíritos livre: quase cada frase dele exprime uma vitória – com ele me liberei de tudo o que não pertencia à minha natureza. (…) A expressão ‘espírito livre’ não poderia ter nele outro sentido: um espírito tornado livre, que voltou a tomar posse de si próprio.”

“Nunca fui tão feliz comigo mesmo como nos períodos mais doentios e mais dolorosos de minha vida.”

“Há tantas auroras que ainda não resplandeceram…”

“A questão da origem dos valores morais é, pois, para mim uma questão capital, porque condiciona o futuro da humanidade. A exigência de acreditar que no fundo tudo se encontra nas melhores mãos, que um livro, a Bíblia, fornece a segurança definitiva sobre o governo e a sabedoria divinos quanto aos destinos da humanidade, é, se for traduzido em termos de realidade, a vontade de não deixar aparecer a verdade sobre o lamentável estado de coisas contrário, a saber, que a humanidade esteve até agora nas piores mãos, que foi governada pelos fracassados, pelos astuciosos vingativos, os pretensos ‘santos’, esses caluniadores do mundo e violentadores do homem.”

“(…) tudo que é decisivo surge ‘apesar de’ algo…”

“Nas costas de cada metáfora chegas a cada verdade. Aqui se abrem bruscamente para ti todas as palavras do ser e o cofre da palavra. (…) Esta é a minha experiência da inspiração; não duvido que se tenha que recuar milênios para encontrar alguém que possa dizer ‘também é a minha’.”

“(…) foi o próprio Deus que, sob a aparência de serpente, ao final da sua tarefa, repousou sob a árvore do conhecimento: assim descansava de ser Deus…”

“Há mais cinismo na benevolência para comigo que em qualquer ódio…”

“Não sou um ser humano, sou dinamite.”

“Mas a minha verdade é terrível: pois até hoje a mentira é que foi sendo chamada verdade.”

“Eu sou o primeiro imoralista: por isso sou o destruidor por excelência.”

“A ideia de ‘Deus’ inventada para servir de antítese à vida – nela, tudo o que há de nocivo, de envenenado, de caluniador, toda a hostilidade mortal contra a vida sintetizada numa espantosa unidade. A ideia de ‘além’, de ‘verdade do mundo’, inventada para depreciar o único mundo que existe – para não deixar a nossa realidade terrestre nenhuma finalidade, nenhuma razão, nenhuma tarefa a propósito! A ideia de ‘alma’, de ‘espírito’ e finalmente de ‘imortalidade da alma’, inventada para desprezar o corpo, para torná-lo doentio – ‘santo’ – para contrapor uma leviandade horripilante a todas as coisas que merecem seriedade na vida, às questões de alimentação, de habitação, de regime intelectual, do tratamento dos doentes, da higiene, da meteorologia. Em vez de saúde, a ‘salvação da alma’ – quer dizer uma loucura circular intermediária entre as convulsões da penitência e a histeria da redenção! A ideia de ‘pecado’ inventada com o correspondente instrumento de tortura, a ideia do ‘livre-arbítrio’, a fim de desconcertar os instintos, a fim de insuflar a desconfiança contra os instintos para fazer dela uma segunda natureza! Na ideia de ‘desinteresse’, daquele ‘que renuncia a si mesmo’, encontra-se o verdadeiro sinal da decadência, a atração para o nocivo, a incapacidade de discernir o próprio interesse, a autodestruição transformada em sinal do valor, em ‘dever’, terrível – na ideia do homem bom, o favorecimento de tudo o que é fraco, doente, deficiente, sofredor de si, de tudo o que deve parecer – a lei da seleção invertida, um ideal fabricado a partir da oposição ao homem orgulhoso e bem sucedido ao homem que diz sim, ao homem seguro de um futuro, garante do futuro… E em tudo isso se acreditou, sob a denominação de ‘moral’ – Écrasez l’infâme! (expressão em francês que significa: esmaguem o infamante).”

Palavras e expressões: perquiridor, aureolado, petulância, desfaçatez, limiar,  insólita,  algoz, eruptiva, afável, “nitimur in vetitum” (lançamo-nos em direção ao proibido), híbrido, degeneresecência, filigrana, mórbido, “summa summarum” (no conjunto, em resumo), blasfêmia, cruentamente, abissal, atavismo, impertinentes, dispépticos, pusilanimidade, nefastos, “sui generis” (peculiar), mise em scène, sublime, “nosce te ipsum” (conheça-te a ti mesmo), “amor fati” (amor ao destino), estoicismo, profético, pernicioso, filisteu, indecoroso, lúgubre, incorrigíveis, mentecaptos, predestinação, reviravolta, petulância, prodígios, inverossímeis, superstição, fineza, refulge, vacilação, acariciadoras, hostilidade, resplandecer, “comme il faut” (como deve ser), etiológico, superabundância, frívolo, inaudita, eloquência, onipresença, transcendente, oniprenseça, abissal,  transvaloração, benevolência, rumorejar, ascético, eufemismo, ingente, indômita, “verum dicere” (dizer a verdade), joranis, probidade, retidão, depravação, superlativo, inelutável, “amor fati” (amor ao destino), atroz, incomensuravelmente, inaudita, degenerescência, pérfida.

Ecce Homo

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reading challenge #5: mensagem – fernando pessoa

5. MENSAGEMFERNANDO PESSOA (publicado originalmente em 1934).

Categorias: ‘a book you can finish in a day’ e ‘a popular author’s first book’.

Resumo: Trata-se de uma compilação de poesias de Fernando Pessoa sobre a história de Portugal desde a fundação da cidade de Lisboa e cheio de simbolismos e aforismos. Acredito que seja bem interessante pra quem conhece a história monárquica portuguesa desde as grandes navegações.

Estrofes que mais gostei:

“A vida é breve, a alma é vasta.”

“Todo começo é involuntário.”

“As nações todas são mistérios. Cada uma é todo o mundo a sós.”

“Cheio de Deus, não temo o que virá, pois, venha o que vier, nunca será maior do que a minha alma.”

“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.”

“Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal. (…) Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor.”

“Não sei a hora, mas sei que há a hora.”

“Mas a chama, que a vida em nós criou, se ainda há vida ainda não é finda.”

“Triste de quem é feliz! Viva porque a vida dura. Nada na alma lhe diz mais que a lição da raiz – ter por vida a sepultura.”

mensagem

reading challenge #4: breves narrativas diplomáticas – celso amorim

4. BREVES NARRATIVAS DIPLOMÁTICASCELSO AMORIM (publicado em 2013).

Categorias: ‘a non-fiction book’ e ‘a book based on a true story’.

Resumo: Celso Amorim se vale das anotações e experiências que teve como Ministro das Relações Exteriores nos primeiros anos do primeiro governo do ex-presidente Lula. Conta de forma pormenorizada as posições do governo para os temas internacionais do momento e os detalhes das negociações com os outros países em encontros bilaterais, foros de organizações internacionais, no Brasil e worldwide. Usa uma linguagem simples para temas complexos, gostei das curiosidades trazidas nas notas de rodapé e das citações que ele mesmo faz.

Alguns trechos que gostei:

Sobre encontros com Dominique de Villepin (Ministro da França) em 2003: (i) na época da tentativa de resgate da senadora franco-colombiana Ingrid Betancourt que foi sequestrada pelas FARC em que agentes franceses armados desembarcaram sem autorização no Brasil: “Tivemos, nesse episódio de julho de 2003, conversas duras, que terminaram com um pedido de desculpas formal do governo francês – postura não tão óbvia para uma nação que, segundo a lenda, teria dito que o Brasil não era um país sério.” Na nota de rodapé diz: Frase atribuída a Charles de Gaulle, a propósito do célebre episódio conhecido como “Guerra da Lagosta”. Outros afirmam, porém, que a frase teria sido dita pelo embaixador do Brasil na França à época do episódio, (ii) “A relação de empatia que estabelecemos terá contribuído para explicitar o apoio da França ao Brasil como possível membro permanente do Conselho de Segurança, expresso, pela primeira vez, em conferência de imprensa à margem de uma reunião da Comissão Geral Franco-Brasileira, em julho de 2003.”

“Não tínhamos dúvida de que, sem a sanção multilateral do conselho, órgão detentor da responsabilidade primária por decisões afetas à paz e à segurança internacionais, a ação da coalizão liderada pelos Estados Unidos era unilateral e ilegal.”

“A posição do Brasil na questão iraquiana foi fiel à sua tradicional defesa de paz e contrária ao unilateralismo.”

“Quando me perguntam se a guerra é inevitável, penso que faz parte da descrição profissional de um ministro das Relações Exteriores acreditar que toda guerra é evitável até que pelo menos o primeiro tiro seja disparado. Então, até que isso ocorra, todos os nossos esforços – podem até ser qualificados de ingênuos por alguns – serão dirigidos à paz.” (Pronunciamento feito no plenário da Câmara dos Deputados em 27 de fevereiro de 2003 sobre do Iraque pela invasão da coalizão liderada pelos EUA.)

“O dossiê da Venezuela ajudou a balizar nossa relação com os Estados Unidos. Por um lado, ambos reconhecíamos a necessidade de trabalhar conjuntamente; por outro, estava claro que isso só era possível com pleno respeito à diferença de posições. Se no caso do Iraque a diplomacia do governo Lula disse a que veio, no caso da Venezuela ela disse como veio. Demonstrou que os momentos de maior confiança entre Brasil e Estados Unidos não são os de alinhamento automático, mas os de uma atitude independente e firme, porém aberta ao diálogo.”

“Cheguei a dizer ao presidente venezuelano (Hugo Chávez) que era preciso, como no caso da mulher de César, que o referendo não só fosse honesto e livre, mas que parecesse honesto e livre. Para isso era essencial que observadores internacionais assistissem ao pleito.”

“É que o projeto da Alca, como concebido originalmente, não era para ser nem pragmático nem equilibrado. Tinha natureza política além de econômica. Visava criar um espaço integrado em que os interesses econômicos norte-americanos continuassem a predominar, ao mesmo tempo em que demarcava nitidamente uma área de hegemonia dos Estados Unidos.”

“Muitas vezes, tinha que lidar com problemas específicos sem dominar totalmente os detalhes. (…) Por isso tinha que ser muito cuidadoso e, na dúvida, adotar uma posição cautelosa.”

“Ao viajar à África do Sul, como representante do presidente Itamar Franco para a posse de Nelson Mandela, em maio de 1994, notei que aquele país até então fechado no apartheid e sob sanções da comunidade internacional, tinha com o nosso notáveis semelhanças em nível de renda, desigualdade social e, sobretudo, no grande potencial de mudança.”

Sobre Nkosazana Dlamini-Zuma (à época Ministra da Saúde da África do Sul): “Não falava muito. Às vezes parecia meditar longamente sobre o comentário de um interlocutor. Mas sempre terminava por dar opiniões firmes e judiciosas.”

“Não posso entender que os empresários colombianos, que não temem a concorrência dos industriais e agricultores norte-americanos, tenham tanto medo dos empresários brasileiros.”

“Ouvi do presidente Hifikepunye Pohamba (de Angola) a gratificante observação de que o Brasil é um parceiro que não se limita a ‘dar o pão’, mas ‘ensina a fazê-lo’.”

Palavras: ativa, altiva, soberana, malfadada, placet, princípio da não intervenção, a priori, pseudomultilateral, problem solving, antidumping, epitáfio da Alca, démarche, savoir-faire, en passant, ceticismo, realpolitik, noblesse oblige, não indiferença.

BREVES NARRATIVAS

reading challenge #3: admirável mundo novo – aldous huxley

3. ADMIRÁVEL MUNDO NOVOALDOUS HUXLEY (publicado originalmente em 1932).

Categorias: ‘a book by an author you’ve never read before’ e ‘a book that was originally written in a different language’.

Resumo: Se passa em Londres num futuro distante cujos costumes são completamente diferentes dos atuais (ou quase nada, aí a ironia do título e nuance do livro, chega a aterrorizar, por exemplo, as pessoas para relaxarem usam uma espécie de droga chamada “soma” que me remeteu à cerveja dos nossos dias, que entorpece e acalma, nas não resolve nada – o oposto). Basicamente o Estado controla tudo, até a concepção de pessoas (não mais são feitas por um pai e uma mãe, mas em laboratório, tipo Matrix). Deus se chama Ford, as crianças são condicionadas desde que nascem (por vozes e choques – interessante os choques que tomam quando se aproximam de um livro ou de uma flor para ficarem traumatizadas e manterem distância quando adultas, o que mantém o status quo, pois a natureza e o livro têm potencial de fazer com que reflitam sobre a vida e o que pensam, os livros de Shakespeare e a Bíblia, por exemplo, são proibidos) para fazerem parte de determinada camada social (no livro: Ípsilon, Beta, Alfa, Gama etc.) e não questionarem o sistema. Existe um povo “selvagem” no Novo México. Os personagens principais (spoiler alert!) são: Bernard e Lenina (que vão ao Novo México) e o John que nasceu no Novo México de mãe e pai “civilizados” e leu todos os livros de Shakespeare). Interessante também o fato do sobrenome de personagens secundários serem os mesmos de personagens históricos como “Bonaparte” (do Napoleão) e Darwin (do Charles) e as diversas citações de livros de Shakespeare no decorrer do livro.

Frases que mais gostei:

“A beleza atrai, e nós não queremos que ninguém seja atraído pelas coisas antigas. Queremos que amem as novas.”

“Eufórico, narcótico, agradavelmente alucinatório. (…) Todas as vantagens do Cristianismo e do álcool; nenhum dos seus inconvenientes. (…) Podem proporcionar a si mesmos uma fuga da realidade sempre que o desejarem, e retornar a ela sem a menor dor de cabeça e nem sombras de mitologia. (…) A estabilidade estava praticamente assegurada. (…) Faltava apenas vencer a velhice.”

“O verdadeiro problema é este: como é que não posso, ou antes (porque eu sei perfeitamente por que é que não posso), o que  sentiria eu se pudesse, se fosse livre, se não tivesse escravizado pelo meu condicionamento?”

“’Todos são felizes agora.’ Nós começamos a dar isso às crianças a partir dos 5 anos. Mas você não sente o desejo de ter liberdade para ser feliz de algum outro modo, Lenina? De um modo pessoal, por exemplo, não como os outros.”

“Se uma pessoa é diferente, é fatal que se torne solitária. A gente é tratado de um modo abominável.”

“Vocês gostam de ser escravos? (…) Vocês não querem ser livres, ser homens? Nem sequer compreendem o que significa ser homem, o que é a liberdade?”

“A arte, a ciência… Parece-me que os senhores pagarem um preço bastante alto pela sua felicidade.”

“O senhor sabe muito bem o que é Deus, não? O Selvagem hesitou. Teria gostado de dizer alguma coisa sobra a solidão, a noite, a mesa estendendo-se pálida sob o luar, o precipício, o mergulho nas trevas cheias de sombras, a morte. Teria gostado de falar, mas não encontrava palavras. Nem mesmo em Shakespeare.”

Livros citados que fiquei com vontade de ler:

“A imitação de Cristo”, “ As variedades da experiência religiosa” e todos de Shakespeare.

admirável

reading challenge #2: a queda – albert camus

2. A QUEDAALBERT CAMUS (publicado originalmente em 1956).

Categorias: ‘a book with a one-word title’ e ‘a book set somewhere you’ve always wanted to visit’.

Resumo: O narrador-personagem principal se chama Jean-Baptiste Clamence, foi um advogado renomado em Paris, mas, ao presenciar um suicídio numa das pontes da cidade – pelo que parece, pois ele não efetivamente viu, apenas escutou o barulho do corpo da pessoa supostamente batendo na água – fica atordoado – parece a gota d’água apenas, decide mudar de vida e vai viver em Amsterdã como ‘juiz-penitente’. O livro trata das reflexões do Jean-Baptiste sobre a vida: rotina, desejos, prazer, amor, relações humanas, justiça e morte. Albert Camus é tão genial quanto em “O Estrangeiro” e tão realista quanto também (em algumas passagens eu diria até que ele é pessimista, mas é o meu ponto de vista).

Frases que merecem destaque:

“Ser senhor do próprio estado de espírito é privilégio dos grandes animais.”

“(…) teve a mesma desconfiança, depois de passar algumas semanas refletindo. Quanto a isso, é preciso reconhecer – a sociedade arranhou-lhe um pouco a franca simplicidade de temperamento.”

“Bem sei que o gosto por finas roupas brancas não pressupõe obrigatoriamente que se tenham os pés sujos.”

“(…) estamos apenas mais ou menos em todas as coisas.”

“As profissões me interessam menos do que as seitas.”

“Quando não se tem caráter, é preciso mesmo valer-se de um método.”

“(…) este país (a Holanda) me inspira. (…) Eu o amo, porque ele é duplo. Está aqui e em outro lugar qualquer. (…) A Holanda é um sonho. (…) A Holanda não é apenas a Europa dos mercadores, mas também o mar, o mar que leva a Cipango e a essas ilhas onde os homens morrem loucos e felizes.”

“Mas, enfim, eu estava do lado certo, isso bastava para a paz de minha consciência. O sentimento do direito, a satisfação de ter razão, a alegria de nos estimarmos a nós próprios são, meu caro senhor, impulsos poderosos para nos manter de pé ou nos fazer avançar.”

“Gozava minha própria natureza e todos nós sabemos que é aí que reside a felicidade.”

“Precisava ser senhor de minhas liberalidades.”

“Um terraço natural era (…) o lugar onde eu respirava melhor, sobretudo se estivesse só.”

“Na realidade, não seria isso o Éden, meu caro senhor: a vida bem engrenada? (…) Mas imagine, eu lhe peço, um homem na força da idade, com a saúde perfeita, generosamente dotado, hábil tanto nos exercícios do corpo quanto da inteligência, nem pobre nem rico, de sono fácil, e profundamente satisfeito consigo mesmo, sem demonstrá-lo, a não ser por uma alegre sociabilidade.”

“Sentia-me à vontade em tudo, é bem verdade, mas, ao mesmo tempo, nada me satisfazia. Cada alegria fazia com que eu desejasse outra.”

“A amizade é menos simples. Sua aquisição é longa e difícil, mas, quando se obtém, já não há meios de nos livrarmos dela; temos de enfrentá-la.”

“Sabe por que somos sempre mais justos e mais generosos para com os mortos? A razão é simples! Em relação a eles, já não há obrigações. Deixam-nos livres, podemos dispor de nosso tempo.”

“É assim o homem, caro senhor, com duas faces: não consegue amar sem se amar.”

“A vida tornava-se menos fácil: quando o corpo está triste, o coração perde as forças.”

“Aliás, se todo mundo se sentasse à mesa e ostentasse sua verdadeira profissão, sua identidade, já nem saberíamos para que lado haveríamos de nos voltar.”

“Quando me ocupava dos outros, era por pura condescendência, em plena liberdade, e todo o mérito revertia em meu favor: eu subia um degrau no amor que dedicava a mim mesmo.”

“Em suma, eu fraquejara em público. Devido a um conjunto de circunstâncias, é claro, mas as circunstâncias existem sempre.”

“Custa-me confessá-lo, mas trocaria dez entrevistas com Einstein por um primeiro encontro com uma bela figurante. É verdade que, no décimo encontro, eu suspirava por Einstein ou por profundas leituras.”

“Uns gritam: ‘Ame-me!’ Outros: ‘Não me ame!’ Mas certa raça, a pior e a mais infeliz: ‘Não me ame e seja fiel!’”

“De tanto recomeçar, criam-se hábitos. Logo o discurso nos surge sem pensarmos nele, segue-se o reflexo: encontramo-nos um dia numa situação de possuir sem verdadeiramente desejar. Acredite-me, para certos seres, pelo menos, não possuir aquilo que não se deseja é a coisa mais difícil do mundo.”

“Nenhum homem é hipócrita em seus prazeres.”

“Não era o amor nem a generosidade que me despertavam, quando corria o risco de ser abandonado, mas apenas o desejo de ser amado e de receber o que, em meu entender, era devido.”

“O único sentimento profundo que me ocorreu experimentar nessas relações era a gratidão.”

“A vergonha, diga-me meu caro compatriota, ela não queima um pouco?”

“Para que a estátua se desnude, os belos discursos devem alçar voo.”

“O que está presente é sempre o primeiro.”

“Não se tem certeza, nunca se tem certeza. Caso contrário, haveria uma saída.”

“Os mártires, meu caro amigo, têm de escolher entre serem esquecidos, ridicularizados ou usados. Quanto a serem compreendidos, isso, nunca.”

“Eu amo a vida, eis a minha verdadeira fraqueza. Amo-a tanto que não tenho nenhuma imaginação para o que não for vida.”

“(…) para mim, foi mais difícil e doloroso admitir que tinha inimigos entre pessoas que mal ou nem ao menos conhecia. (…) A aparência de sucesso, quando se apresenta de certa maneira, é capaz de irritar um santo.”

“Não nos perdoam nossa felicidade, nem nosso sucesso, a menos que se consinta generosamente em reparti-los. Mas, para ser feliz, é preciso não se envolver demais com os outros.”

“Eis o que nenhum homem (exceto os que não vivem, quero dizer, os sábios) consegue suportar. A única defesa está na maldade. As pessoas apressam-se, então, a julgar, para elas próprias não serem julgadas.”

“Como poderia a sinceridade ser uma condição da amizade?”

“Compreendi, então, à força de remexer na memória, que a modéstia me ajudava a brilhar; a humildade, a vencer; e a virtude, a oprimir.”

“O senhor já deve ter compreendido que eu era como os meus holandeses, que estão presentes sem estar: eu estava ausente no momento em que ocupava o máximo de espaço.”

“As partidas de domingo num estádio super lotado e o teatro, que amei como uma paixão sem igual, são os únicos lugares no mundo em que me sinto inocente.”

“A propósito, conhece a Grécia? (…) Lá, é preciso ter o coração puro. (…) Lá, o ar é casto, o mar e o prazer, limpos.”

“A verdade, meu caro amigo, assusta.”

“Cada excesso diminui a vitalidade.”

”O ciúme físico é um produto da imaginação e, ao mesmo tempo, um julgamento que se faz de si mesmo. Atribuímos ao rival os sórdidos pensamentos que tivemos nas mesmas circunstâncias.”

“Crime não é tanto fazer morrer, mas não se deixar morrer!”

“Uma pessoa de meu conhecimento dividia os seres em três categorias: os que preferem não ter nada a esconder e serem obrigados a mentir; os que preferem mentir a não ter nada a esconder; e, finalmente, os que amam ao mesmo tempo a mentira e o segredo.”

“Hoje em dia, aliás, nada possuo. Não me preocupo, assim, com minha segurança, mas comigo mesmo e com minha presença de espírito. Faço questão, também, de conservar bem fechada a porta do pequeno universo, do qual sou o rei, o papa e o juiz.”

“As grandes vocações se projetam para além do lugar de trabalho.”

“O grande empecilho a evitar não será o de sermos nós os primeiros a nos condenar?”

“Quando formos todos culpados, será a democracia.”

“O julgamento que fazemos dos outros acaba por nos atingir em plena face, deixando algumas marcas.”

“Quanto mais me acuso, mais tenho o direito de julgar os outros.”

“O essencial é poder permitir-se tudo, mesmo que seja preciso proclamar, de vez em quando, em altos brados, a própria indignidade.”

“Não mudei de vida, continuo a amar-me e a me servir dos outros. Só que a confissão de minhas culpas permite-me recomeçar de maneira mais leve.”

“Leio a tristeza da condição comum e o desespero de não poder escapar dela.”

“Quando não amamos nossa vida, quando sabemos que é preciso mudá-la, não temos escolha, não é?”

Palavras: desterros, graníticas, mitomania, saduceu, exultava, polidez, efusões, expiar, sarça, lasso, amanuense, bouquinistes (vendedores de livros, gravuras etc. típicos da beira do Sena), proxenetas, desfaçatez, irascível, cinismo, misoginia, crepitante, adelgaçam, planando.

A QUEDA

reading challenge #1: o alienista – machado de assis

1 – O Alienista – Machado de Assis (publicado originalmente em 1881).

Categorias: “a book from an author you love that you haven’t read yet” e “a book more than 100 years old”.

Resumo: Se passa em Itaguaí, cidade natal do protagonista, o renomado médico Simão Bacamarte que decide, através da observação de pessoas loucas, traçar o limite entre a loucura e a sanidade. Funda a Casa Verde (manicômio) com o aval da Câmara dos Deputados da cidade e acaba tendo que recolher quase todos os cidadãos de Itaguaí para lá, a partir do seu conceito de loucura. Muitos ficam indignados e o médico decide tratar das pessoas sãs, as expondo a situações para retirar-lhes a sanidade. Machado mostra com maestria o quão flexíveis e superficiais podem ser os políticos e, em iguais proporções, manipulável a opinião pública. Conclusão: todos são passíveis de enlouquecer quando expostos às próprias tentações (humanos) e o conceito de loucura é subjetivo.

Frases que mais gostei:

“A ciência é meu emprego único. Itaguaí é meu universo.”

“A ciência tem o inefável dom de curar todas as mágoas.”

“A saúde da alma é a ocupação mais digna do médico.”

“Dificilmente se desarraigam hábitos absurdos, ou ainda maus.”

“No Corão, Maomé declara veneráveis os doidos, pela consideração que Alá lhes tira o juízo para que não pequem.”

“Viam nela a feliz esposa de um alto espírito, de um varão ilustre, e, se lhe tinham inveja, era a santa e nobre inveja dos admiradores.”

“Dito de São Paulo aos Coríntios: ‘Se eu conhecer quanto se pode saber, e não tiver caridade, não sou nada.”

“Não há remédio certo para as dores da alma: esta senhora definha, porque lhe parece que a não amo; dou-lhe o Rio de Janeiro, e consola-se.”

“Imagem vivaz do gênio e do louco: um fita o presente, com todas as suas lágrimas e saudades, outro devassa o futuro com todas as suas auroras.”

“E muitos outros nomes feios, que um homem não deve dizer aos outros, quanto mais a si mesmos.”

“A ciência não é outra coisa que não uma investigação constante.”

“Demônio familiar: ou seja, Sócrates acreditaria num espírito que acompanhava continuamente seus passos e dominava sua pessoa.”

“Verdade, verdade, nem todas as instituições do Antigo Regime mereciam o desprezo do nosso século.”

“Há melhor do que anunciar a minha ideia, é praticá-la.”

“Demarquemos definitivamente os limites da razão e da loucura: a razão é o perfeito equilíbrio de todas as faculdades.”

“Mil outras explicações que não explicavam nada, tal era o produto diário da imaginação pública.”

“O vigário derreou os cantos da boca, à maneira de quem não sabe nada ou não quer dizer tudo.”

“Verdade é que, se todos os gostos fossem iguais, o que seria do amarelo?”

“Estou pronto a ouvi-los; mas, se exigis que me negue a mim mesmo, não ganhareis nada.”

“Nada mais imprudente que essa resposta do barbeiro; e nada mais natural. Era a vertigem das grandes crises.”

“O terror também é pai da loucura.”

“Resultara para ele a convicção de que a verdadeira doutrina não era aquela, mas a oposta, e portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto.”

“A prudência é a primeira das virtudes.”

“A vereança, concluiu ele, não nos dá nenhum poder especial nem nos elimina do espírito humano.”

“Os alienados foram alojados por classes. Fez-se uma galeria de modestos; isto é, os loucos em quem predominava esta perfeição moral; outra de tolerantes, outra de verídicos, outra de símplices, outra de leais, outra de magnânimos, outra de sagazes, outra de sinceros, etc.”

“Só se lhe notava luxo naquilo que era de origem científica; o que propriamente vinha dele trazia a cor da moderação e da singeleza, virtudes tão ajustadas à pessoa de um sábio.”

“Os cérebros organizados que ele acabava de curar, eram desequilibrados como os outros. Sim, dizia ele consigo, eu não posso ter a pretensão de haver-lhes incutido um sentimento ou uma faculdade nova; uma e outra coisa existiam no estado latente, mas existiam.”

“Simão Bacamarte achou em si os característicos do equilíbrio mental e moral; pareceu-lhe que possuía a sagacidade, a paciência, a perseverança, a tolerância, a veracidade, o vigor moral, a lealdade, todas as qualidades enfim que podem formar um acabado mentecapto. (…) Ato contínuo, recolheu-se à Casa Verde.”

Palavras: cataplasmas, mofinos, longanimidade, admoestações, imarcescíveis, arroubo, comensais, defraudar, estipêndio, aterrada, redarguir, penachos, fraude pia, reproche, opulência, pérfida, consternar, vulgar, ferocidade, grotesco, pulhas, lhano, resignação, chalaça, algibeira, pundonoroso, labéu, desforra, mentecapto, cabedais, aleivosia, boticá, desdouro, albardas, epigrama, grassar, monomania, desdouro, préstito, flâmulas, obtemperar, apólogos, enfastiado, arrojos, pintalegrete, reptos, taciturnos, estipêndio,  patuscada, entestar, escrutava, degredo, sequazes, cáfila, denodo, alvitre, ignominiosamente, repto, privança, sublevação, vesicatórios, vandálicas, alvitre, atalhar, boticário, vilipendiar, melindroso, desvanecimento, impassível, engodo, sequazes, lisura, abnegação, fausto, adágio, insigne, retorquir, pusilânime, tino, unguento.

O Alienista

#SonyHack

Sobre os cyber ataques à Sony Pictures e os vazamentos de informações sigilosas e, no mínimo e pra ser fofa, sensíveis: é impressionante como as (más) relações internacionais e diplomáticas e a insensibilidade de criações e opiniões (que não atentam para o respeito acima de tudo e a linha tênue entre o discurso do ódio e a liberdade de expressão) têm um potencial arrebatador de afetar a segurança nacional, internacional e mesmo individual.

No que me concerne: Qual o melhor antivírus pra Notebook e iPhone, gente?

Em tempo: “Há coisas que podem ser pensadas, mas não podem ser faladas (nem mesmo em particular). Há coisas que podem ser faladas em particular, mas não em público. Há coisas que até podem ser ditas em público, mas não podem de forma alguma ser escritas.”