reading challenge #3: admirável mundo novo – aldous huxley

3. ADMIRÁVEL MUNDO NOVOALDOUS HUXLEY (publicado originalmente em 1932).

Categorias: ‘a book by an author you’ve never read before’ e ‘a book that was originally written in a different language’.

Resumo: Se passa em Londres num futuro distante cujos costumes são completamente diferentes dos atuais (ou quase nada, aí a ironia do título e nuance do livro, chega a aterrorizar, por exemplo, as pessoas para relaxarem usam uma espécie de droga chamada “soma” que me remeteu à cerveja dos nossos dias, que entorpece e acalma, nas não resolve nada – o oposto). Basicamente o Estado controla tudo, até a concepção de pessoas (não mais são feitas por um pai e uma mãe, mas em laboratório, tipo Matrix). Deus se chama Ford, as crianças são condicionadas desde que nascem (por vozes e choques – interessante os choques que tomam quando se aproximam de um livro ou de uma flor para ficarem traumatizadas e manterem distância quando adultas, o que mantém o status quo, pois a natureza e o livro têm potencial de fazer com que reflitam sobre a vida e o que pensam, os livros de Shakespeare e a Bíblia, por exemplo, são proibidos) para fazerem parte de determinada camada social (no livro: Ípsilon, Beta, Alfa, Gama etc.) e não questionarem o sistema. Existe um povo “selvagem” no Novo México. Os personagens principais (spoiler alert!) são: Bernard e Lenina (que vão ao Novo México) e o John que nasceu no Novo México de mãe e pai “civilizados” e leu todos os livros de Shakespeare). Interessante também o fato do sobrenome de personagens secundários serem os mesmos de personagens históricos como “Bonaparte” (do Napoleão) e Darwin (do Charles) e as diversas citações de livros de Shakespeare no decorrer do livro.

Frases que mais gostei:

“A beleza atrai, e nós não queremos que ninguém seja atraído pelas coisas antigas. Queremos que amem as novas.”

“Eufórico, narcótico, agradavelmente alucinatório. (…) Todas as vantagens do Cristianismo e do álcool; nenhum dos seus inconvenientes. (…) Podem proporcionar a si mesmos uma fuga da realidade sempre que o desejarem, e retornar a ela sem a menor dor de cabeça e nem sombras de mitologia. (…) A estabilidade estava praticamente assegurada. (…) Faltava apenas vencer a velhice.”

“O verdadeiro problema é este: como é que não posso, ou antes (porque eu sei perfeitamente por que é que não posso), o que  sentiria eu se pudesse, se fosse livre, se não tivesse escravizado pelo meu condicionamento?”

“’Todos são felizes agora.’ Nós começamos a dar isso às crianças a partir dos 5 anos. Mas você não sente o desejo de ter liberdade para ser feliz de algum outro modo, Lenina? De um modo pessoal, por exemplo, não como os outros.”

“Se uma pessoa é diferente, é fatal que se torne solitária. A gente é tratado de um modo abominável.”

“Vocês gostam de ser escravos? (…) Vocês não querem ser livres, ser homens? Nem sequer compreendem o que significa ser homem, o que é a liberdade?”

“A arte, a ciência… Parece-me que os senhores pagarem um preço bastante alto pela sua felicidade.”

“O senhor sabe muito bem o que é Deus, não? O Selvagem hesitou. Teria gostado de dizer alguma coisa sobra a solidão, a noite, a mesa estendendo-se pálida sob o luar, o precipício, o mergulho nas trevas cheias de sombras, a morte. Teria gostado de falar, mas não encontrava palavras. Nem mesmo em Shakespeare.”

Livros citados que fiquei com vontade de ler:

“A imitação de Cristo”, “ As variedades da experiência religiosa” e todos de Shakespeare.

admirável

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reading challenge #2: a queda – albert camus

2. A QUEDAALBERT CAMUS (publicado originalmente em 1956).

Categorias: ‘a book with a one-word title’ e ‘a book set somewhere you’ve always wanted to visit’.

Resumo: O narrador-personagem principal se chama Jean-Baptiste Clamence, foi um advogado renomado em Paris, mas, ao presenciar um suicídio numa das pontes da cidade – pelo que parece, pois ele não efetivamente viu, apenas escutou o barulho do corpo da pessoa supostamente batendo na água – fica atordoado – parece a gota d’água apenas, decide mudar de vida e vai viver em Amsterdã como ‘juiz-penitente’. O livro trata das reflexões do Jean-Baptiste sobre a vida: rotina, desejos, prazer, amor, relações humanas, justiça e morte. Albert Camus é tão genial quanto em “O Estrangeiro” e tão realista quanto também (em algumas passagens eu diria até que ele é pessimista, mas é o meu ponto de vista).

Frases que merecem destaque:

“Ser senhor do próprio estado de espírito é privilégio dos grandes animais.”

“(…) teve a mesma desconfiança, depois de passar algumas semanas refletindo. Quanto a isso, é preciso reconhecer – a sociedade arranhou-lhe um pouco a franca simplicidade de temperamento.”

“Bem sei que o gosto por finas roupas brancas não pressupõe obrigatoriamente que se tenham os pés sujos.”

“(…) estamos apenas mais ou menos em todas as coisas.”

“As profissões me interessam menos do que as seitas.”

“Quando não se tem caráter, é preciso mesmo valer-se de um método.”

“(…) este país (a Holanda) me inspira. (…) Eu o amo, porque ele é duplo. Está aqui e em outro lugar qualquer. (…) A Holanda é um sonho. (…) A Holanda não é apenas a Europa dos mercadores, mas também o mar, o mar que leva a Cipango e a essas ilhas onde os homens morrem loucos e felizes.”

“Mas, enfim, eu estava do lado certo, isso bastava para a paz de minha consciência. O sentimento do direito, a satisfação de ter razão, a alegria de nos estimarmos a nós próprios são, meu caro senhor, impulsos poderosos para nos manter de pé ou nos fazer avançar.”

“Gozava minha própria natureza e todos nós sabemos que é aí que reside a felicidade.”

“Precisava ser senhor de minhas liberalidades.”

“Um terraço natural era (…) o lugar onde eu respirava melhor, sobretudo se estivesse só.”

“Na realidade, não seria isso o Éden, meu caro senhor: a vida bem engrenada? (…) Mas imagine, eu lhe peço, um homem na força da idade, com a saúde perfeita, generosamente dotado, hábil tanto nos exercícios do corpo quanto da inteligência, nem pobre nem rico, de sono fácil, e profundamente satisfeito consigo mesmo, sem demonstrá-lo, a não ser por uma alegre sociabilidade.”

“Sentia-me à vontade em tudo, é bem verdade, mas, ao mesmo tempo, nada me satisfazia. Cada alegria fazia com que eu desejasse outra.”

“A amizade é menos simples. Sua aquisição é longa e difícil, mas, quando se obtém, já não há meios de nos livrarmos dela; temos de enfrentá-la.”

“Sabe por que somos sempre mais justos e mais generosos para com os mortos? A razão é simples! Em relação a eles, já não há obrigações. Deixam-nos livres, podemos dispor de nosso tempo.”

“É assim o homem, caro senhor, com duas faces: não consegue amar sem se amar.”

“A vida tornava-se menos fácil: quando o corpo está triste, o coração perde as forças.”

“Aliás, se todo mundo se sentasse à mesa e ostentasse sua verdadeira profissão, sua identidade, já nem saberíamos para que lado haveríamos de nos voltar.”

“Quando me ocupava dos outros, era por pura condescendência, em plena liberdade, e todo o mérito revertia em meu favor: eu subia um degrau no amor que dedicava a mim mesmo.”

“Em suma, eu fraquejara em público. Devido a um conjunto de circunstâncias, é claro, mas as circunstâncias existem sempre.”

“Custa-me confessá-lo, mas trocaria dez entrevistas com Einstein por um primeiro encontro com uma bela figurante. É verdade que, no décimo encontro, eu suspirava por Einstein ou por profundas leituras.”

“Uns gritam: ‘Ame-me!’ Outros: ‘Não me ame!’ Mas certa raça, a pior e a mais infeliz: ‘Não me ame e seja fiel!’”

“De tanto recomeçar, criam-se hábitos. Logo o discurso nos surge sem pensarmos nele, segue-se o reflexo: encontramo-nos um dia numa situação de possuir sem verdadeiramente desejar. Acredite-me, para certos seres, pelo menos, não possuir aquilo que não se deseja é a coisa mais difícil do mundo.”

“Nenhum homem é hipócrita em seus prazeres.”

“Não era o amor nem a generosidade que me despertavam, quando corria o risco de ser abandonado, mas apenas o desejo de ser amado e de receber o que, em meu entender, era devido.”

“O único sentimento profundo que me ocorreu experimentar nessas relações era a gratidão.”

“A vergonha, diga-me meu caro compatriota, ela não queima um pouco?”

“Para que a estátua se desnude, os belos discursos devem alçar voo.”

“O que está presente é sempre o primeiro.”

“Não se tem certeza, nunca se tem certeza. Caso contrário, haveria uma saída.”

“Os mártires, meu caro amigo, têm de escolher entre serem esquecidos, ridicularizados ou usados. Quanto a serem compreendidos, isso, nunca.”

“Eu amo a vida, eis a minha verdadeira fraqueza. Amo-a tanto que não tenho nenhuma imaginação para o que não for vida.”

“(…) para mim, foi mais difícil e doloroso admitir que tinha inimigos entre pessoas que mal ou nem ao menos conhecia. (…) A aparência de sucesso, quando se apresenta de certa maneira, é capaz de irritar um santo.”

“Não nos perdoam nossa felicidade, nem nosso sucesso, a menos que se consinta generosamente em reparti-los. Mas, para ser feliz, é preciso não se envolver demais com os outros.”

“Eis o que nenhum homem (exceto os que não vivem, quero dizer, os sábios) consegue suportar. A única defesa está na maldade. As pessoas apressam-se, então, a julgar, para elas próprias não serem julgadas.”

“Como poderia a sinceridade ser uma condição da amizade?”

“Compreendi, então, à força de remexer na memória, que a modéstia me ajudava a brilhar; a humildade, a vencer; e a virtude, a oprimir.”

“O senhor já deve ter compreendido que eu era como os meus holandeses, que estão presentes sem estar: eu estava ausente no momento em que ocupava o máximo de espaço.”

“As partidas de domingo num estádio super lotado e o teatro, que amei como uma paixão sem igual, são os únicos lugares no mundo em que me sinto inocente.”

“A propósito, conhece a Grécia? (…) Lá, é preciso ter o coração puro. (…) Lá, o ar é casto, o mar e o prazer, limpos.”

“A verdade, meu caro amigo, assusta.”

“Cada excesso diminui a vitalidade.”

”O ciúme físico é um produto da imaginação e, ao mesmo tempo, um julgamento que se faz de si mesmo. Atribuímos ao rival os sórdidos pensamentos que tivemos nas mesmas circunstâncias.”

“Crime não é tanto fazer morrer, mas não se deixar morrer!”

“Uma pessoa de meu conhecimento dividia os seres em três categorias: os que preferem não ter nada a esconder e serem obrigados a mentir; os que preferem mentir a não ter nada a esconder; e, finalmente, os que amam ao mesmo tempo a mentira e o segredo.”

“Hoje em dia, aliás, nada possuo. Não me preocupo, assim, com minha segurança, mas comigo mesmo e com minha presença de espírito. Faço questão, também, de conservar bem fechada a porta do pequeno universo, do qual sou o rei, o papa e o juiz.”

“As grandes vocações se projetam para além do lugar de trabalho.”

“O grande empecilho a evitar não será o de sermos nós os primeiros a nos condenar?”

“Quando formos todos culpados, será a democracia.”

“O julgamento que fazemos dos outros acaba por nos atingir em plena face, deixando algumas marcas.”

“Quanto mais me acuso, mais tenho o direito de julgar os outros.”

“O essencial é poder permitir-se tudo, mesmo que seja preciso proclamar, de vez em quando, em altos brados, a própria indignidade.”

“Não mudei de vida, continuo a amar-me e a me servir dos outros. Só que a confissão de minhas culpas permite-me recomeçar de maneira mais leve.”

“Leio a tristeza da condição comum e o desespero de não poder escapar dela.”

“Quando não amamos nossa vida, quando sabemos que é preciso mudá-la, não temos escolha, não é?”

Palavras: desterros, graníticas, mitomania, saduceu, exultava, polidez, efusões, expiar, sarça, lasso, amanuense, bouquinistes (vendedores de livros, gravuras etc. típicos da beira do Sena), proxenetas, desfaçatez, irascível, cinismo, misoginia, crepitante, adelgaçam, planando.

A QUEDA

reading challenge #1: o alienista – machado de assis

1 – O Alienista – Machado de Assis (publicado originalmente em 1881).

Categorias: “a book from an author you love that you haven’t read yet” e “a book more than 100 years old”.

Resumo: Se passa em Itaguaí, cidade natal do protagonista, o renomado médico Simão Bacamarte que decide, através da observação de pessoas loucas, traçar o limite entre a loucura e a sanidade. Funda a Casa Verde (manicômio) com o aval da Câmara dos Deputados da cidade e acaba tendo que recolher quase todos os cidadãos de Itaguaí para lá, a partir do seu conceito de loucura. Muitos ficam indignados e o médico decide tratar das pessoas sãs, as expondo a situações para retirar-lhes a sanidade. Machado mostra com maestria o quão flexíveis e superficiais podem ser os políticos e, em iguais proporções, manipulável a opinião pública. Conclusão: todos são passíveis de enlouquecer quando expostos às próprias tentações (humanos) e o conceito de loucura é subjetivo.

Frases que mais gostei:

“A ciência é meu emprego único. Itaguaí é meu universo.”

“A ciência tem o inefável dom de curar todas as mágoas.”

“A saúde da alma é a ocupação mais digna do médico.”

“Dificilmente se desarraigam hábitos absurdos, ou ainda maus.”

“No Corão, Maomé declara veneráveis os doidos, pela consideração que Alá lhes tira o juízo para que não pequem.”

“Viam nela a feliz esposa de um alto espírito, de um varão ilustre, e, se lhe tinham inveja, era a santa e nobre inveja dos admiradores.”

“Dito de São Paulo aos Coríntios: ‘Se eu conhecer quanto se pode saber, e não tiver caridade, não sou nada.”

“Não há remédio certo para as dores da alma: esta senhora definha, porque lhe parece que a não amo; dou-lhe o Rio de Janeiro, e consola-se.”

“Imagem vivaz do gênio e do louco: um fita o presente, com todas as suas lágrimas e saudades, outro devassa o futuro com todas as suas auroras.”

“E muitos outros nomes feios, que um homem não deve dizer aos outros, quanto mais a si mesmos.”

“A ciência não é outra coisa que não uma investigação constante.”

“Demônio familiar: ou seja, Sócrates acreditaria num espírito que acompanhava continuamente seus passos e dominava sua pessoa.”

“Verdade, verdade, nem todas as instituições do Antigo Regime mereciam o desprezo do nosso século.”

“Há melhor do que anunciar a minha ideia, é praticá-la.”

“Demarquemos definitivamente os limites da razão e da loucura: a razão é o perfeito equilíbrio de todas as faculdades.”

“Mil outras explicações que não explicavam nada, tal era o produto diário da imaginação pública.”

“O vigário derreou os cantos da boca, à maneira de quem não sabe nada ou não quer dizer tudo.”

“Verdade é que, se todos os gostos fossem iguais, o que seria do amarelo?”

“Estou pronto a ouvi-los; mas, se exigis que me negue a mim mesmo, não ganhareis nada.”

“Nada mais imprudente que essa resposta do barbeiro; e nada mais natural. Era a vertigem das grandes crises.”

“O terror também é pai da loucura.”

“Resultara para ele a convicção de que a verdadeira doutrina não era aquela, mas a oposta, e portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto.”

“A prudência é a primeira das virtudes.”

“A vereança, concluiu ele, não nos dá nenhum poder especial nem nos elimina do espírito humano.”

“Os alienados foram alojados por classes. Fez-se uma galeria de modestos; isto é, os loucos em quem predominava esta perfeição moral; outra de tolerantes, outra de verídicos, outra de símplices, outra de leais, outra de magnânimos, outra de sagazes, outra de sinceros, etc.”

“Só se lhe notava luxo naquilo que era de origem científica; o que propriamente vinha dele trazia a cor da moderação e da singeleza, virtudes tão ajustadas à pessoa de um sábio.”

“Os cérebros organizados que ele acabava de curar, eram desequilibrados como os outros. Sim, dizia ele consigo, eu não posso ter a pretensão de haver-lhes incutido um sentimento ou uma faculdade nova; uma e outra coisa existiam no estado latente, mas existiam.”

“Simão Bacamarte achou em si os característicos do equilíbrio mental e moral; pareceu-lhe que possuía a sagacidade, a paciência, a perseverança, a tolerância, a veracidade, o vigor moral, a lealdade, todas as qualidades enfim que podem formar um acabado mentecapto. (…) Ato contínuo, recolheu-se à Casa Verde.”

Palavras: cataplasmas, mofinos, longanimidade, admoestações, imarcescíveis, arroubo, comensais, defraudar, estipêndio, aterrada, redarguir, penachos, fraude pia, reproche, opulência, pérfida, consternar, vulgar, ferocidade, grotesco, pulhas, lhano, resignação, chalaça, algibeira, pundonoroso, labéu, desforra, mentecapto, cabedais, aleivosia, boticá, desdouro, albardas, epigrama, grassar, monomania, desdouro, préstito, flâmulas, obtemperar, apólogos, enfastiado, arrojos, pintalegrete, reptos, taciturnos, estipêndio,  patuscada, entestar, escrutava, degredo, sequazes, cáfila, denodo, alvitre, ignominiosamente, repto, privança, sublevação, vesicatórios, vandálicas, alvitre, atalhar, boticário, vilipendiar, melindroso, desvanecimento, impassível, engodo, sequazes, lisura, abnegação, fausto, adágio, insigne, retorquir, pusilânime, tino, unguento.

O Alienista

#SonyHack

Sobre os cyber ataques à Sony Pictures e os vazamentos de informações sigilosas e, no mínimo e pra ser fofa, sensíveis: é impressionante como as (más) relações internacionais e diplomáticas e a insensibilidade de criações e opiniões (que não atentam para o respeito acima de tudo e a linha tênue entre o discurso do ódio e a liberdade de expressão) têm um potencial arrebatador de afetar a segurança nacional, internacional e mesmo individual.

No que me concerne: Qual o melhor antivírus pra Notebook e iPhone, gente?

Em tempo: “Há coisas que podem ser pensadas, mas não podem ser faladas (nem mesmo em particular). Há coisas que podem ser faladas em particular, mas não em público. Há coisas que até podem ser ditas em público, mas não podem de forma alguma ser escritas.”

Minhas razões para votar no Aécio.

PT e PMDB já são maioria no Congresso, o próximo Presidente precisará nomear 5 (dos 11) ministros do STF, sendo que muitos dos atuais já foram nomeados pelo Lula ou Dilma (foram 12 anos de governo PT, um motivo por si só) e que o último presidente do STF, Joaquim Barbosa (nomeado pelo Lula inclusive e que foi o relator do Mensalão) renunciou de modo estranhíssimo e a primeira pessoa que foi falar foi Dilma (como se precisasse dar alguma explicação), a nossa política externa atual é clara e preocupantemente ideológica (nossa PresidentE só se manifesta a favor do diálogo quando fala de Estado Islâmico – ! – e nada falou sobre a Venezuela), sem falar o mise-en-scene com a espionagem dos EUA (como se fosse alguma novidade na História mundial), o Aécio vai manter os programas sociais e quer ser lembrado como o presidente que revolucionou a educação (tem causa mais nobre? pra mim, não), pretende apresentar proposta de simplificação tributária (o desafio aqui vai ser o PMDB no Congresso, mas não tenho dúvida da capacidade dele de se
comunicar e bem), sinto muito mais firmeza nele pra reforma política que tanto precisamos e queremos (Dilma chegou a enviar proposta pro Congresso depois das manifestações ano passado, mas foi engavetada – se ela quisesse mesmo conseguiria votar porque nunca um presidente teve tanta governabilidade – de novo: o PMDB todo com eles esteve), hoje parte até mesmo do PMDB (!), a Marina, o Eduardo Jorge, a esposa do Eduardo Campos, o Romário, o Neymar e tantas outras – pena que os jornalistas não se manifestem abertamente – personalidades e políticos de tanta credibilidade (a meu ver) já se manifestaram a favor do Aécio, Collor está apoiando Dilma (oi? eram inimigos históricos), FHC está apoiando abertamente Aécio: sim, ele que acabou com a inflação galopante corajosamente – a própria Dilma reconhece isso – e iniciou ainda que timidamente os programas sociais embriões do Bolsa Família (que deve sim ser melhorado e 1/4 da população precisar dele não deveria ser mesmo motivo de orgulho), além do belo programa em relação à AIDS e a reforma agrária (que finalmente se iniciou no primeiro governo dele), Aécio se manifestando publicamente sem medo e de forma cordial agradecendo o apoio (todos sabemos que a opinão pública há um tempo abomina FHC e o taxa de neoliberal sem coração caindo no papo do Lula – que, por sua vez, andou de mão dada com o FHC contra o regime militar, pró democracia e eleições diretas e o apoiou distribuindo até panfletos quando ele se elegeu senador), Dilma não reconhece seus erros (diferente de Aécio), o que acho uma das maiores virtudes do ser-humano (que obviamente se vive e se arrisca, erra) e até agora não respondeu – e foi questionada duas vezes – o que acha das condenações do mensalão e o PT endeusa os condenados os colocando como perseguidos políticos (chegando ao ponto de pedir – e conseguir – dinheiro pra pagar as multas dos coitados), enquanto os dois deputados que compraram votos pra emenda da reeleição foram devidamente cassados e o PSDB e o FHC falaram abertamente que condenam a conduta, Aécio está com uma equipe exímia de economistas que acredito que esteja mais preparada pra dar conta da economia que está periclitante (Dilma mesmo já reconheceu que Mantega não tem condições), a Dilma pode ler bastante e ser muito inteligente, mas não consegue concatenar as próprias ideias e se comunicar, governa pelo medo – os próprios ministros têm medo dela, chegando ela a proibir que eles falem com a imprensa antes de falar com ela (como pode?), não é boa gestora (vide o povo que tava na Petrobrás em cargos de direção e o que tá ocorrendo hoje e a quantidade de ministros que se demitiu ou ela precisou demitir nesses 4 anos), porto em Cuba enquanto nossa produção mal consegue ser escoada pro exterior é um ultraje, Mais Médicos é paliativo – precisa de revalidação do diploma desses médicos e investimentos nos cursos de medicina e carreiras de médicos brasileiros (eu hein!), não se diz nem no seio familiar que imprensa é terrorista, pois imprensa (e você e eu) é livre até pra falar merda (que é subjetivo em si, ou seja, não existe verdade absoluta, existem fatos e depoimentos de interesse público) com responsabilidade e sem anonimato vale tudo (eventuais abusos podem ser dirimidos no Judiciário), terrorista foi a Dilma que pegou em armas e ficou presa por 3 anos durante o regime militar (e usa a fotinho da época na campanha hoje com o maior orgulho), uó a meu ver, pois entendo que ainda que o regime seja uma bosta (eu nasci no ano das Diretas Já e felizmente não passei por isso – e espero que não passemos, nem de direita nem de esquerda, amém) existem sempre meios de fazer resistência de forma pacífica e política (como FHC e outros tantos fizeram).
Por essas e outras, estou convencida. bom voto domingo e que, independentemente do resultado, os próximos 4 anos sejam ainda melhores. #aécio45 #mudabrasil #pátriamada #idolatrada #salvesalve #soldonovomundo #ofuturochegou #gigantepelapróprianatureza

e só.

“Vai menina, fecha os olhos. Solta os cabelos. Joga a vida. Como quem não tem o que perder. Como quem não aposta. Como quem brinca somente. Vai, esquece do mundo. Molha os pés na poça. Mergulha no que te dá vontade. Que a vida não espera por você. Abraça o que te faz sorrir. Sonha que é de graça. Não espere. Promessas vão e vêm. Planos, se desfazem. Regras, você as dita. Palavras, o vento leva. Distância, só existe pra quem quer. Sonhos se realizam, ou não. Os olhos se fecham um dia, pra sempre. E o que importa você sabe, menina. É o quão isso te faz sorrir. E só.”

ciúmes.

“Oi Pinta

O ciúme é desconfiança, é insegurança, é receio. Pergunto o POR QUÊ? Na nossa clã não vejo motivos pois respeitamos cada um, e dedicamos a cada um o máximo do nosso amor. Nenhum é menos do que o outro. Cada um é o que é. E assim continuaremos sempre. É necessário que cada um conheça o seu valor sem competição pois todos seremos o melhor, no momento certo pois o interior individual foi sempre muito bem lapidado, inclusive pelos outros da mesma clã. Somos da mesma fonte de água cristalina. O nosso elogio individual ou coletivo é o melhor, mesmo quando não expresso. Isto é admiração mútua. Se todos os seres humanos fossem admirados o mundo seria muito feliz. Acredite em você porque você e qualquer um de nós temos um lugar reservado no coração do outro com admiração, que para mim é o completo e perfeito. No seu caso você tem todos os atributos de ser a melhor no seu mundo interior. Não precisamos nos preocupar pois somos o que somos mesmo que cada um tenha a sua opinião própria, diferente daquela que o ciúme possa nos afetar. Deixe ele pensar que reina no nosso interior pois é um elemento perturbador de nós mesmos. Você e todos nós valemos pelo que somos e não pelo que gostaríamos ser. Gostar de si próprio é colocar o ciúme no lugar que merece pois, como nosso inimigo, não possui a materialização do nosso EU que todos gostamos. Não deixe as pedras interromperem o seu caminho que é muito admirado por todos nós. Os elogios do crescimento material não se comparam com o do nosso amor mútuo sincero, permanente e desinteressado e profundamente afetivo que não busca troco. É espontâneo, verdadeiro com um conteúdo de muita afetividade.

Beijocas do Vô corujão”

On 11/03/2014, at 18:53, “Cople” wrote.