About joananavega

'Existe é homem humano. Travessia.' ∞

Paris, je t’❤️

– Place de Notre Dame: vale caminhar no canto onde há muitas flores coloridas e lindas e uma estátua do Papa João Paulo II como uma citação arrebatadora: “Non à la guerre ! Elle n’est jamais une fatalité. Elle est toujours une défaite de l’humanité.” /

– Cathédral de Notre Dame: monumental por dentro, quando visitei me deparei com a suposta coroa de espinhos que Jesus Cristo usou na crucificação, tava dentro de uma espécie de gel vermelho, acho difícil ser ela, mas dizia a placa que era. E eu acreditei. E, se acreditamos, é, certo? Arrepiei.

– Île de Saint Louis: um charme, é a ilha pequenina quando se olha o mapa de Paris, cheia de restaurantes fofíssimos, cafés, lojinhas, apaixonante.

– Pont Saint Louis: é a pontezinha que liga a Île de Saint Louis à Île de la Citê (onde está a Catedral de Notre Dame), onde ficam os artistas de rua pintando quadros e músicos tocando instrumentos, clássica imagem de Paris com a vista do Sena e da arquitetura típica dos grandes prédios de Paris, simplesmente encantador.

– Musée de l’Armée: tem uma exposição que tá sempre lá sobre a I e a II Guerras Mundiais com material audiovisual, trajes, tanques, tudo no detalhe, real, triste e fascinante. No subsolo tem um espaço dedicado ao Charles de Gaulle bem bacana, com um cinema no meio e um documentário riquíssimo sobre a vida dele, inclusive durante a ocupação de Paris em que ele viveu na Inglaterra e falava com a resistência pela BBC.

– Église du Dôme: fica atrás do museu, onde está a tumba de Napoleão, colossal. De arrepiar, vale usar o audioguide para escutar os detalhes do entorno e da tumba em si. Fiquei arrepiada.

 – Pont Alexandre III: toda trabalhada em ouro, de um lado a Place de La Concorde e do outro os Invalides. Encantadora, vale atravessar caminhando do Quai D’Orsay;

– Place de La Concorde (Grande Roue) / Petit & Grand Palais / Avenue de Champs-Elysées: há placas nos prédios nos quais Santos Dumont e Thomas Jefferson viveram (do lado direito de quem olha pro Arco do Triunfo quase no Arco du Triomphe

– Quartier Latin: bairro em que está a Sorbonne, cheio de sebos e jovens, tem uma ruelas agradáveis de caminhar com restaurantes bacanas.

– Panthéon: em frente à faculdade de Direito de Paris (que tem uma fachada linda), é mais uma das construções monumentaiS de Paris, com uma imensa estátua da Marianne (deusa dos revolucionários da Revolução Francesa), a História da Joana d’Arc desenhada nas paredes, uma exposição interessante com fotos dos monumentos em homenagem aos mortos nas guerras mundiais existentes nas diversas cidades francesas e outra com fotos produzidas durante a II Guerra Mundial de crianças brincando nas ruas de Paris.

– Place de la Contrescarpe: uma delícia, músicos, crianças flores, vale comer no Le Gaston

– Grand Mosquée de Paris: construída em homenagem aos árabes que lutaram ao lado dos franceses na guerra. Arrebatadora, em especial para uma amante do mundo árabe, como eu.

– Musée du Louvre / Jardin des Tulleries / Musée D’Orsay: passaria dias e dias entre um e outro. Audioguide vital para otimizar a visita. Fiquei admirada com a Vênus de Milo, o quadro da coroação de Napoleão (em especial os detalhes sórdidos que só o audioguide permite saber) e o quadro da liberdade levando os revolucionários. Monalisa nem tanto, expectativa danada, dá nisso.

– Caminhada pelo rio Sena (qualquer lado) e atravessá-lo pela Pont Neuf (a dos cadeados), tipo a a Emilia Clarke no finalzinho de Eu Antes de Você que a gente assiste aos prantos.

– Montmartre / Sacre Cœur / Moulin Rouge

– La Madeleine / Hôtel Bedford (onde D. Pedro II faleceu e Villa Lobos viveu – há placas indicativas) / Place Vendôme: sempre me falta o ar quando vou.

– Champs de Mars / Tour Eiffel / Sede da UNESCO

– Sede do Partido Comunista francês – projetado por Oscar Niemeyer (a cara do TSE em Brasília) – fica na Place Colonel Fabien, bem na saída da estação do metrô. Não consegui entrar, parece que o auditório é lindo.

Livrarias: Shakespeare & Co., Abbey Road

Comidas: croissants, crepes, creme brulée, sopa de cebola, hamburguer artesanal, batata frita, croque-monsieur et croque-madame (com ovo em cima, delícia), tarte tatin de maçã com sorvete de creme, sorvetes artesanais.

Bar típico: Le Baron Rouge – legal ver o happy hour francês com bastante vinho e risadas e bom que no caminho passa pela Place de la Bastille, não é lá essas coisas pra maioria das pessoas, mas pra quem gosta de História e obeliscos como eu, é.

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amsterdã.

Imperdível (do meu ponto de vista):

 

– Casa da Anne Frank: o filme do pai dela ao final é chocante, ele fala sobre a relação entre pais e filhos e tal (eu odeio essas partes da nossa História – holocausto, escravidão, apartheid e afins).

 

– Passeio de barco pelos canais: o tour passa por locais lindos, as casas da alta sociedade (dá pra ver do barco as estantes das casas e decoração), as casas flutuantes antiquíssimas, a arquitetura sem igual desta cidade (parece que tá afundando, países baixos mesmo), as feirinhas de antiguidade, a sede da Companhia das Índias Ocidentais (tem a sigla assim e logo na primeira curva do barco, arrepiei).

 

– Ônibus turístico hop-on hop-off: você bota um fone, escolhe seu idioma de preferência (tem português de Portugal) e o ônibus passa pelos principais pontos turísticos da cidade e o áudio conta a História de cada local, o bacana é que você pode subir e descer anytime.

 

– Um passeio no cair da tarde no Red Light District: choque cultural, prostituição regulamentada, shows de sexo explícito com shots de Jägermeister liberados, é diferente, chocante, mas vale a experiência, você tá na cidade mais liberal do mundo (berço do liberalismo e das liberdades individuais, amo), tem que se desprender de valores católicos ou quaisquer que sejam for awhile. Vale demais.

 

– Alguma das fábricas de joias que usam diamantes pra fazer o tour (tem os locais de origem, muito bem daqui do Brasil inclusive), fui à Gassan Diamonds e fiz o tour, achei interessante demais (em que pese toda a discussão política, de ‘derramamento de sangue’ na África do Sul e tal…).

 

– Os restaurantes e cervejas sem igual. Fábrica da Heineken também é bem divertido, tem um simulador, mostram os ingredientes e ao final tem degustação. Ensinam a beber cerveja, colarinho e tal.

 

– O estádio do Ajax: Amsterdam Arena. Fica um pouco longe do centro, tem que pegar um trem. Mas vale demais. É uma arena multifuncional incrível – tudo rola lá, jogo do Ajax, da seleção, pronunciamentos políticos, festas, velórios de gente famosa, shows. O ideal é que as nossas 12 assim sejam após a copa. Um sonho. Ao que parecem, até o estacionamento eles usam pra corrida de kart. O vestiário, a salinha de espera pra concentração, lustres que nem o do Fantasma da Ópera. Coisa fina e exemplar.

 

Curiosidade: só um dos canais da cidade é natural. Todos os restantes, artificiais. O nome da cidade é o nome do rio original + barreira em holandês: Amstel + Dam. Notei algumas igrejas que virem boates à noite, demais. Com cores, música etc.

 

Cuidado: nunca vi tanta bicicleta (tem até engarrafamento de bikes), trem, carro, gente andando etc. num lugar só. Olha pros dois lados sempre. Fui atropelada até por gente lá.

 

Bem turístico, mas vale: Museu de Cera aquele que é original de Londres, o Madame Tussauds (se tiver tempo e não tiverem ido ainda, vale. Os bonecos são perfeitos, fio de cabelo tudo) e Ice bar (acho que é da Heineken, fica num bairro bem fofinho e tem shots free), tudo de gelo, não do chão ao teto, até o copo, é uma experiência rapidinha, mas eu não guentei até o final de frio. Hihi.

 

Bebidas: Jägermeister beeeeeeeeeeeeem gelada e um licor que nunca achei em nenhum lugar do mundo, de maçã verde, chamado Sourz. Juro. Nunca tomei nada tão delicioso. Bem gelado too!

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pra lá de marrakesh.

02/08 – Sábado – Sevilha, Tarifa, Tanger e Asilah (África here I come #dreamcometrue)

Acordamos cedinho, caminhamos com as malas até o ponto de táxi perto da nossa casa, rodoviária, café e pão com manteiga gostosos, bus para Tarifa, tarifa perdidas procurando táxi, taxista mulher, placas em espanhol e árabe, porto, muito cc nas filas da compra das passagens do ferry e da imigração, policiais sérios, homem parado atravancando a fila, senhora cczenta e sorridente furando as filas, ferry igual ao da Grécia (Atenas -> Santorini), malas, cadeiras, fila para carimbar passaporte com revezamento, pessoas cobertas desde então, pavor de ter perdido as malas mas estavam atrás de outras, cruzamos Gibraltar (dream come true), chegamos em Tanger, desconfiando até de nós mesmas, policial nos ajudou e pediu proprina, demos 2 Euros (200 DH HAHAHAH), gran táxi, taxista sério, inglês pouco, pagamos 30 Euros até Asilah, casas suntuosas na saída de Tanger, mar azulzinho e praia gigantesca, muitas bandeiras do Marrocos, placas em árabe, hotel, quartinho ok com cortinas verdes com detalhes, dificuldade de trancar a porta, luz potente #sóquenão, trocamos de roupa, almoço no Casa Garcia, macarrão à bolonhesa, entrada pães e azeitona, cerveja Casablanca, garçon figura e dono do restaurante gente boas, caminhamos até a Medina, homens assoviando e cumprimentando, cavalos para fazer passeios com carruagem enfeitada, entrada fortificada, cheiro de comida, frutas e lixo, vendedores de tudo, galinha no colo, senhoras muito idosas sentadas no chão, trocamos Euros por Dirhams (rei nas notas com coroa dourada), muitas lojinhas de tudo, calor, tomamos um água e coca no café da praça da medina, alunos marchando de uniforme escolar e boné, medina sendo pintada toda colorida pro festival internacional de artes, ficamos sentadinhas na fortificação branca aguardando o esplendoroso pôr-do-sol e analisando os modelitos muçulmanos, fotos com a gente de fundo, whatapôr-do-sol, mil fotos e selfies, meditação, gratidão, caminhamos até o hotel passando por um mercado nojento, não jantamos, fim de tarde lindo da nossa janela, céu vermelho, botamos as malas na porta pra trancar o quarto.

03/08 – Domingo – Asilah e Playa de las Cuevas

Café da manhã no hotel quase no laço do fim, panqueca na mesa com queijinho tipo polenguinho da vaca sorridente, café fraco, pão grande quentinho na esteira de esquentar pão, caminhamos até a medina. muito lixo e homens vindo falar conosco, não achamos cavalo pra passear, ruas meio vazias, voltamos pro hotel, pedimos um táxi para Playa de las Cuevas, táxi caindo aos pedaços, estrada asfaltada e caminho sem asfalto com areia e pedra, pessoas caminhando no maior sol com muita roupa, bizarro, praia, mar transparente, camelos na areia (até coco), espreguiçadeiras azuis, garçon gentil, livros, soneca, muito sol sempre na sombra, água não tão gelada, mas só fui no mar fazer xixi, cocô de camelos, camelos fofos, almoço coca zero com lula à milanesa e o peixe das meninas olhando pra mim, haha. maior olhão. tinha uma alma ali. mais soneca, taxista nos esperando, volta muito calor, hotel, banho, caminhada até o Al esqueci o nome, restaurante lindo demais, livros de trás pra frente (árabe lovers, o fim é também começo), cardápio com fotos, cuzcuz marroquino com filet na cenoura, cebola e mel, pães, pastinhas de azeitona, dosador de azeite fofíssimo, coca (nada dos locais venderem álcool), salada com amêndoas e queijo que derrete na boca, sobremesa local esqueci o nome (pena), caminhamos até o hotel. sem mulheres nos cafés, só no ponto de ônibus com crianças. hotel, papo, arrumamos malas, zzzz.

04/08 – Segunda-feira – Asilah, Chefchaouen e Fez

Café da manhã no hotel, táxi caindo aos pedaços, confusão conversão do VTM, quase voltamos pro hotel, taxista meio assim, estrada, iPod, taxista quase dormindo cabeça pescando, Beib teeeensa puxando assunto, rodoviária de Chefchouen, deixamos malas no locker, compramos passagens pra Fez no last bus, taxista no deixou perto da entrada da medina, banheiro no restaurante, buraco no chão. hihi. medina toda azul em dois tons, vista pro Atlas (amazing), calor, meio perdidas, lixo, cheiros, mil lojas, portas, azulejos, achamos um senhor que conseguimos nos comunicar e ele nos levou até a praça principal com o castelinho que é museu e tem os restaurantes e cafés. almoço no Alladin, azeitonas, pães, coca, não consegui comer meu frango com molho marroquino, fotos, Quel fez tatoo de henna, amiga Axioma de Tanger fofa, caminhada, calor, tatuei amor em árabe de henna no braço, entramos no museu, mal conservado (pena), roupas berberes, jardim acabado, subimos na torre, vista bonita, fotos, clone de tio gonzaga, procurando saída da medina, petit táxi, taxista bacana até a rodoviária, aguardamos bus, mais wc buraco tendo que pagar, camisas do Brasil, bus finally, faltando tag das malas, criança mais linda do mundo no banco da frente, nhac, pôr-do-sol lindo, rodoviária de Fez, nervoso, homens aparentemente simpáticos oferecendo ajuda de forma incoveniente, nervoso, orelhão comendo moedas. Pringles e coca, petit táxi até o portão principal da medina Bab Boujloud, filho do dono do Riad no aguardando, medina cheia, muitas lojas e gringos, gatos, cheiros, caminhamos até o riad com as malas, dono nos recebeu, check in, quarto lindo, riad lindo, portas, detalhes, banho com chuveiro quentinho mas sem box, zzz.

05/08 – Terça-feira – Fez

Acordamos, recepção no terraço com vista panorâmica e suco de laranja. muitas antenas e casas. fotos. Café da manhã delicioso: mel, mil tipos de pães doces e salgados, manteiga sem sal, café, ovo e azeitonas (!). guia indicado pelo hotel, gente boa demais, tour pela medina (fontes, bebedouros, old university, local de hospedagem dos estudantes, história do islamismo, sob o ponto de vista dele. discussão sobre mulheres e liberdade individual. muita informação, muito calor. mosaicos e cores com significados distintos. amei. fotos, alguns souvenirs. fábrica de couro, buracos sem cores por conta do feriado pós ramadã 😦 aprendendo a barganhar, Beib comprou uma jaqueta vermelha linda, loja linda. fábrica de carpetes, chá de menta delicioso, demonstração de estilos, lindos, conseguimos não comprar. tiramos mil fotos. desdenhamos restaurante de comida típica (estômagos mal). loja do amigo do guia, cheirando os cosméticos, deliciosos e cheirosos. petit táxi, Mc Donald’s 🙈 Copa FIFA Brazil em tudo ainda, big mac, batatas e coca, shopping, muitos pedintes e carros, sorvete de café, sacamos dinheiro, agência de viagens, vendedor muito gente boa, excursão pro Brasil. perrengue pra conseguir táxi, todos sharing, limite é 3 pessoas. medina, beijo de parabéns pra tia paula, banho delícia, ar, virada do aniversário de alice (30 anos! viva ela), inspiração, post pra ela, insônia acompanhando os replys, ela adorou. zzz.

06/08 – Quinta-feira – Fez

Café da manhã delícia (meninas enjoadas já), caminhamos sozinhas pela medina até o portão principal, maior calor do mundo, água, caminhamos até o jardim do palácio do rei fora da medina, jardim bonitinho, fotos do portão do palácio, policiais brigaram e disseram pra deletar as fotos, aff, deletei nada, caminhamos até o Museu Dar Batha, palácio antigo com relíquias bérberes e jardim mal tratado, caloooooor, petit táxi, shopping, ceasar e mojito sem álcool no Pizza Hut e brownie quente com sorvete delicioso, petit táxi, medina, hotel, fechamos a viagem para o deserto do saara, debate, hammam (banho) local, rimos muito, senhora idosa nos banhando, muita pele morta, massagem e hotel. relaxante. arrumamos malas revigoradas e zzz.

07/08 – Sexta-feira – Fez, Merzouga, Saara

Acordamos às 6 😱 Tio Kaled (risos) veio nos buscar, saímos por uma saída nova da medina, um senhor fofo me ajudou com minha mala, andava tão rápido que eu não consegui agradecer ao final, carro grande só nosso con tapetinho e lenço para as paradas, tomamos café e croissant com queijo tipo polenguinho fora da medina de Fez, seguimos viagem, música árabe, floresta dos macacos, tranquilões catando piolho um do outro, dormindo sentados e nem ligando pros humanos, encontrei um no caminho do banheiro (buraco no chão, nº 2😱), susto danado. árvore antiga alta e linda sem folhas. estrada again, iPod, parada para almoço, maior calor do mundo, pizza marguerita que não era marguerita com coca, estrada novamente, deserto chegando, trocamos prum 4X4 com um marroquino vestido à caráter, música alta, muito calor. dunas! deserto que nem Alladin, com horizonte sem final, mesmerizing. hoteis diversos estilo indiana jones e a múmia, chegamos no nosso. recebidas com chá de menta gostoso (não sei como conseguimos beber porque tava quente, jurava que meus órgãos iam derreter), calor, trocamos de roupa, tentativa vã de piscina, turbantes. camelos fofos, sorridentes e arrotando, hihi. deu pena, acho que o lance que os une os machuca na boca. 😦 dunas, pôr-do-sol encantador, mil fotos, calor, fim de tarde, seco, quente, deserto, dunas, sol, dunas, quente. acampamento, tenda. sentamos em roda, deitamos, conhecemos 2 japonesas (“pensei que Brasil só tinha black people” haha é mole? the danger of a single story aff.), um suíço e um francês (cat meat). ficamos de papo e olhando pro céu. lua gigante quase cheia, nem parecia noite, jantar gostoso, sopa marroquina com pão, legumes com frango (não comemos o frango) e água. gatinhos subindo na mesa até. guia de mali gente boa, amante de futebol. dança, brasileiras fakes nós hihi. deitamos nos colchões fora das tendas (muito calor inside), vento, medo de espírito, barata e cobra, abraçada com bolsa, céu lindo, meio de noite todo estrelado. vento, chapstick e água termal. batucada dos espanhois e guias, conversas, dorme, acorda, dorme, medo, êxtase, medo, coragem.

08/08 – Sábado – Saara, Merzouga e Tinghir

“Brazil time to wake up!”. nos acordaram umas 6, moooortas. camelos de volta. região entre as pernas doloriiida do pocotó. sol mas sem calor bizarro. hotel, café da manhã caidinho, calor, chuveirada em quarto recém usado, calor, tio kaled, 4X4, celular esquecido, voltamos no hotel. 4X4, nossa van linda com AC, seguimos viagem, almoçamos sanduba com coca no restaurante dos eventos esportivos, foto com rei e tudo. estrada, iPod, soneca, Hotel em Tinghir. quarto com ar, pool, àgua delícia, almoço com papas fritas, água muita, garganta, chuva (2 vezes por ano 😱), dentro do cânion, um visual alucinante. caminhada, fotos, carro, mercado, sorvete e café, papo com tio kaled, hotel. raios, chuva, vento. banho. jantar típico delícia com música ao vivo, criança sorridente gostosa, quarto e zzzz.

09/08 – Domingo – Tinghir, Ouzarzate e Marrakesh

Café da manhã, melão, carro, kasbar com quartos vazios, cidades e castelos de cor de areia. cidade com festival de cinema, não quisemos guia, calor, carro, studio Atlas, guia fofa, mil filmes foram produzidos lá, calor bizarro, game of thrones shooting set, calor, carro, cidade berber, ancient, cenário de diversos filmes, guia engraçado, carro. caminho lindo, montanhas, jogo de futebol no meio do nada (futebol definitivamente universal, que coisa), iPod, soneca, pôr-do-sol, Marrakesh, árvores, bandeiras, postes adornados, estação de trem linda, outdoors de shows, demora pra achar hotel, 3 Palmiers, lustre lindo, fonte no meio, quarto com ar e wc lindinho ❤️ jantar no hotel, ceasar com sardinha 😱, macarrão carbonara médio, quarto, banho delícia, calm pra tentar meditar. zzz.

10/08 – Segunda-feira – Marrakesh

Café gostoso do hotel, croissants com queijinho, melancia cortadinha em formato de coração. táxi pra medina, praça, nervoso com som das flautas das cobras desde o desembarque do táxi, saravá. Quel com perna tremendo até, Beib brigando conosco. ahhahah. caminhada pela medina, achamos um restaurante incrível que foi palácio. tomamos vinho branco, Beib falando árabe fluente. hahahahahh. da série: álcool connecting people. muitas risadas. voltamos pra praça corajosas demais. hahahah. da série: álcool makes you fearless and brave. first Beib com a cobra, depois Quel como se fosse íntima, depois eu aterrorizada. misericórdia. mal consegui encostar e deixá-la em volta do meu pescoço. ela não é pegajosa e não tive coragem de olhá-la no olho. mil fotos e risadas. mais uma tattoo de henna na mão de Quel. haha. táxi para majorelle jardins, caloooooor, majorelle limpinho, trabalhadores simpáticos se oferecendo para sacar fotos. restaurante, ambiente climatizado (ufa), tagini de meat balls com ovo e arroz, cafézinho com garrafinha d’água e caminhamos pelos jardins. love room lindo. fotos. voltamos para o hotel, nos arrumamos pra massagem e hammam no St. Tropez igualmente na rue de la Libertè (amamos). aparência fraca, mas locais de hammam e massagem graciosos. hammam com marroquina simpática, não conseguia me comunicar, queria muito perguntar se ela era feliz. massagem delícia ao som de música árabe, super relaxante. mil ideias sobre papai. voltamos pro hotel super relaxadas, escrevi pra dad, banho. tentamos keshmara, mas não abre mondays. felizmente descobrimos o Mamma Mia: espaguete ao pesto com um filet mignon perfeito e vinho branco. garçons e chef super atenciosos e simpáticos. músicas agradáveis. risadas. jantar perfeito. hotel caminhando e zzzz.

11/08 – Terça-feira – Marrakesh

Acordamos mais de 10, café com calma, caminhada até shopping, H&M, experimentar roupas, chato, preços muito bons comparados com Brasil, mais de 10 peças experimentei, comprei duas blusas sociais apenas, Mc Donalds, batata estranha, coca zero, Zara cara, hotel, ATM, Starbucks, café com gelo, weird, calor, táxi para medina, tumbas do sultão que reinou por 200 anos, calor, ruelas, lojinhas, Palacios fechados 😞 riads, marroquino japa, farmácia, demonstrações, massagens delícia, cheiros gostosos, caminhamos até praça, mint tea com vista pra praça, pôr-do-sol estonteante, barulhos, táxi, hotel. banho, Kechmara, sanduba artesanal delícia gigante (carne, cheddar, ovo e salada), mojito avec alcool finally, lua escondida, esperávamos mais, hotel. susto, voltei correndo no restaurante achando que tinha esquecido o celular, mas tava no bolso escondido da bolsa junto com passaporte 😳 fiquei sem ar com coração disparado. aff. hotel, calm. zzzzz.

12/08 – Quarta-feira – Marrakesh e Essaouira

Acordamos 7:30 pra estarmos prontas às 8, Beib disse que eu falei à noite um idioma estranho, risos. café rapidinho, comi só melancia, nada da van, van atrasada, entrada da medina, troca de van, espanhois fumantes, casal irlandês fofo, 10km/h. “problema” com documentos, estrada, parada turista total, wc, batata apimentada, carro, cooperativa de óleo de argan, mulheres divorciadas, viúvas ou abandonadas fazendo trabalho braçal pra manter a si e aos filhos, aff, da frutinha e do coco da cabra ao óleo que pode ser usado na culinária, pele e cabelos. estrada, essaouira (game of thrones footing set), praia crowded, fortificada, gêmea da torre de belém, restaurante no porto, peixe ruim, vinho branco, batata frita, risadas, aves, medina. melhor café do mundo italiano, crepe de nutella com amêndoas, caminhada na medina, barganhando tudo, hamsa, echarpe de nica, medina limpinha, muito turista. fotos, vento, mais café, van, dormida mal, sono, vento, pôr-do-sol da van, Marrakesh, hotel, banho. caminhada pela Rue de la Libertè até Loft. 2 tipos de frango perfeitos com mashed potato, mojito sem açúcar, restaurante lindo, espelhos gigantes, hotel. arrumação de malas, WhatsApp com vovô 💙 coração acelerado sem motivo, calm. zzz.

13/08 – Marrakesh e Palma de Mallorca (back to Europe)

Acordei 9:30 sem despertador. Check out, café. Táxi bacana 100DH até o aeroporto lindo. Wifi do café da sala de embarque. Rolé no free shop. Comandante mulher. Voo tranquilo. Barcelona, compramos ingresso pro jogo! ihuuuu! Sanduíche gostoso “pan & co”. Lice contou que o avião do Eduardo Campos caiu. Não conseguimos notícia concreta. Ficamos chocadas. Ele foi sabatinado ontem no Jornal Nacional. Caraca. Doidera. Voltei a ler Trem Noturno para Lisboa. Voo pra Mallorca tranquilinho bem rapidinho. Comandante mulher again! Mallorca. Confirmação da morte de Eduardo Campos. Comoção nacional. Ficamos chocadas. Tensão com malas, mas mudou a esteira apenas. Trouble achando o shuttle da empresa que alugamos carro. Shuttle, empresa do carro, carro azulzinho bonitinho. procura da nossa casa com waze funcionando offline, Mallorca gigante, Palma, catedral linda, centrinho tipo Lisboa, ruelas, delícia. Má nos achou! Tete querido. conhecemos Maria e Nico (gregos ótimos). Apê fofo, sala grande. Papo furado. tentativa de ver JN em vão. trocamos de roupa, caminhamos até um restaurante. ruas delícias, temperatura perfeita. restaurante, diversos tapas, sangria de vinho tinto giga com canudos coloridos. caminhamos até a catedral, mágica. fotos, risadas, apê. tentativa de JN frustrada again. 😞 zzzz no quarto quente.

santorini & mykonos

Santorini

– Fira – centrinho da ilha, ruelas, lojinhas, cafés, vista linda das montanhas com casas construídas num modo único e os transatlânticos no mar egeu.

– Oia – ao norte da ilha, um pouco longe do centrinho, mas vale demais, um pôr-do-sol mágico, casinhas que nem de joão de barro branquinhas com flores, restaurantes deliciosos com vista magistral.

– Red Beach – formação acho que vulcânica deixou as pedras vermelhas, bem diferente de tudo que já havia visto, pedras em lugar de areia, vale ir com aqueles sapatinhos que protegem o pé de andar em cachoeira e fazer rapel.

– White Beach – me remeteu ao que acho que é a Tailândia e Fernando de Noronha com pedras em formato interessante dentro do mar, tipo o local que a Malévola at its best com suas asas voa no filme, pra chegar tem que pegar um barco em Red Beach.

– Perissa Beach – areias de pedra e escura, espreguiçadeiras, bom pra sentir a ilha.

Mykonos

 – Centrinho – cheinho de ruelas, sorveterias, cafés, lojinhas de sabonete e souvernirs, gracioso demais.

– Little Venice – local ideal prum pós praia, pra ver o pôr-do-sol tomando uma sangria e comendo uma greek salad.

– Paraga Beach – praia cristalina e pequetita, bem intimista, com espreguiçadeiras e drinques, a mais linda na minha opinião. Tem uma pedra um pouco afastada de onde as micro ondas quebram que é uma delícia ir nadando e explorar, além do visual.

– Super Paradise – praia também transparente e estonteante.

– Kalua Beach – praia mais badalada, com barcos atracados e um cais, espreguiçadeiras, água inacreditavelmente transparente também.

– Ornos – praia mais turística, água pra variar cristalina (viva o mar egeu), com restaurantes maiores e espreguiçadeiras nela todinha. Como quase toda praia, o cantinho é uma delícia e o mar fica bem tranquilinho e raso.

 

Euro Trip 249

Hello from Morocco.

“Sonhei contigo noite passada. Está tudo bem? Hope so.

O curso em Lisboa foi um barato, nos sentidos pessoal e profissional. Nenhum dos cerca de 35 alunos tinha inglês como língua materna. Havia pessoas da Grécia, Suécia, Áustria, Bósnia, Hungria, República Tcheca, Espanha, França, Itália e até Ucrânia (enchi a menina de pergunta sobre a guerra atual que assola o país dela). As meninas que mais me identifiquei e conversei são da Bélgica, Macedônia (amei, só conhecia Alexandre, o Grande) e da Polônia. Eu era uma das mais velhas do grupo (a maioria era composta de estudantes) e fui a guia e tradutora do grupo nos momentos que os organizadores da ELSA não estavam. Haha. Adoravam o fato de eu falar português, no entanto, nem sempre eu conseguia me comunicar com os portugueses com facilidade (eles falam pra dentro, rápido e comem as vogais).

As aulas foram todas em inglês, praticamente todos professores eram portugueses, mas com experiência nos EUA (uma das professoras leciona em Harvard), salvo um – top 3 pra mim, que era holandês (conversamos bastante sobre a Copa) e super expert em direito autoral. O nome dele é P. Bernt e ele levou para discussão casos bem interessantes de copyright que foram para a apreciação da Corte da União Europeia recentemente, inclusive alguns envolvendo partidas de futebol.

Falou-se bastante sobre os desafios da propriedade intelectual nesse mundo digital e em constante transformação (muita coisa básica, mas novidades too), foco em copyright, mas trademark e patentes too, sob a ótica das diretivas da UE e legislação local comparada/harmonização. (…)

Estou apaixonada por Portugal. Lisboa é ainda mais encantadora que em “Trem noturno para Lisboa”. Fui à casa do Fernando Pessoa (a última que ele morou), você já foi? O quarto dele do jeitinho que era e os livros dele com as anotações a lápis feitas por ele mesmo (ele anotava em inglês too, vários “excellent” eu consegui ler de trechos com highlights). Há uma seleção de poesias proferidas por personalidades brasileiras arrepiante. Chorei duas vezes. Hihi. By the way, no monastério dos Jerônimos (onde o corpo dele está enterrado), adivinha trecho de qual poesia está cravado na lápide… Veja na foto anexa. Lembrei de você. 🙂

Consegui ir também à Sintra, uma cidadezinha medieval ao norte de Lisboa que é coisa mais linda (parece um conto de fadas, com castelo, palácio, flores, árvores e casinhas de telhado em forma de cone com lareira) e ao Algarve (cidades chamadas Lagos, Lagoa e Albufeira), uma região ao sul que é incrível: águas transparentes (mas gelaaaaadas), cavernas e as pessoas especiais que encontramos no caminho.

Já fui também à Sevilha na Espanha (apaixonei too, você já foi?). Capital da Andaluzia, foi a maior cidade da Europa na época das grandes navegações, recebia todas as especiarias advindas das Índias e Américas.

Desde o final de julho estou no Marrocos, dormi ontem num acampamento no Saara (céu cheiiiiiinho de estrela e a luz da lua tão forte que nem precisava mesmo de luz elétrica). Choque cultural isso aqui em todos os sentidos: comida, religião, idioma, roupas, arquitetura (bem parecida com Sevilha que foi ocupada durante muito tempo por árabes há tempos, but still…), tudo. Já estive em Asilah (Búzios dos marroquinos, pôr-do-sol lindo), Chefchaouen (cidade que começou a ser formar no paleolítico – ! – toda pintadinha de azul – as casas com azul mais claro, dos mouros e mais escuro, dos judeus – ambos vieram fugindo das perseguições cristãs) e Fez (a primeira capital do Marrocos, hoje capital espiritual e onde fica a primeira instituição de ensino da História – hoje uma Universidade, parece que foi fundada nos anos 800 d.C.). Fui lá, mas infelizmente não é aberta a visitações, nem sequer a biblioteca, consegui ver apenas a bela mesquita (tem em todos os lugares, eles rezam 5 vezes por dia). Nesse sentido, é que nem Istambul, os microfones das mesquitas chamam os fieis para as orações e os sons ecoam na medina inteira. Umas 3 pessoas daqui falaram da novela O Clone, bacana, né? Disseram ter gostado inclusive. Fico maravilhada com isso, não há fronteiras pra determinadas coisas. Por outro lado, pobreza e alguns costumes lamentáveis do meu ponto de vista. O nosso guia em Fez nos contou que as burcas e mil roupas que as mulheres são acostumadas a usar fora de casa e o fato de as mulheres não poderem rezar no mesmo local que os homens nas mesquitas é para que o lado “diabólico” dos homens não seja tentado (eles parecem acreditar mesmo em céu e inferno e que Jesus não morreu). Discuti com ele, disse que a meu ver o efeito é inverso e que as pessoas devem buscar controlar as emocões e instintos independentemente do ambiente. Tentei dizer com o maior respeito possível. Díficil demais, né? Ele acha que o que está ocorrendo na Palestina é genocídio e está estranhando o fato de a comunidade árabe estar aparentemente passiva (segundo ele, eles se veem como uma nação só, irmãos, independentemente do Estado – criação humana – em que se encontram). Não tenho acompanhado muito bem daqui e sei que a questão é antiga e muito mais complicada do que parece, muitos interesses em jogo, para muito além das religiões. Segundo ele, as coisas que o noticiário ocidental diz sobre os muçulmanos e o islamismo são bastante equivocadas e enviesadas… Quem sabe…

É isso. Tentei ser breve, mas é uma profusão de sentimentos e pensamentos danada. Selecionei os que acho que você gostará mais de saber.

Shukran (obrigada em árabe – a grafia é linda). 🙂

Um beijo bem grande,
Jô”

Adaptação de e-mail escrito e enviado em 08.08.2014

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Lisboa, boa.

Estação de metrô Saldanha: cheinha de trechos de poesias e livros nas paredes. Adorável. De lá: “As pessoas que mais admiro são aquelas que nunca se acabam.” Só pecaram em não indicar o autor ao pé da citação.

Trem nº 28: A parada inicial é na praça da estação Martins Moniz. A rota do trem por si só é uma atração e percorre todo o centro antigo e as ruelas encantadoras de Lisboa. Uma delícia de passeio, já dá pra notar a arquitetura típica do centro antigo de Lisboa: azulejos (herança árabe), varandinhas, janelões, lustres adornados, praças, igrejas e, claro, as calçadas cheinhas de pedras portuguesas (tropecei numa de salto e caí que até sangrou o joelho).

Café À Brazileira: Parece que já foi café o preferido do Fernando Pessoa (tem até uma estátua dele tomando um cafezinho lá, tipo a do Drummond que tem na Praia de Copacabana), tem uma placa em mármore indicando o dia que Juscelino Kubitschek lá esteve em 1960 e teria escrito: “Parto com o coração doendo.”  Gostei da logomarca, mas tive um pouco de medo. Estive lá mais de 5 vezes e todas elas muito cheio de turistas. O ideal é tomar um café rápido no balcão mesmo com um pastelzinho de nata. Só na 4ª vez o atendente me deu bola. Devia ser bom mesmo no início do século passado quando Pessoa ia lá (parece que deixou de ir porque ficou famosinho) e mais ou menos até 1960. Vale pelas redondezas, cheia de restaurantes, cafés, livrarias, padarias e ruazinhas sobe e desce.

Praça Luís de Camões: bem gostosinha, é onde fica o Consulado Geral do Brasil, padarias e lojinhas bacanas.

Livraria Bertrand: a livraria mais antiga do mundo, dentro tem certificado do Guiness Book, ela abriu em 1732. Se você compra um livro, eles perguntam se você quer que carimbe com o certificado do Guiness, como uma lembrança. Eu quis no Mensagem do Pessoa que comprei. J

Largo do Carmo: local onde a ditatura de Salazar foi derrubada e onde fica o restaurante que comi o bacalhau mais delicioso por lá (Carmo o nome do restaurante, fica praticamente numa esquina de frente para o Largo, com cadeirinha na calçada – sugiro sentar nas cadeiras da calçada pra sentir a vibe gostosa do Largo). O bacalhau é À Braz (realmente delicioso). Dá pra provar também o licor tradicional português: a famosa Ginjinha. Bem gelada. Achei uma delícia.

Elevador Santa Justa: Dá pra ver a cidade bem do alto, mas se tiver muita fila – quase sempre tem – sugiro descer pra cidade baixa direto (o Castelo de São Jorge tem uma vista ainda mais bacana e 360º).

Rua Augusta (rua mais linda do mundo, segundo o protagonista do livro “Trem Noturno pra Lisboa”): De fato é estonteante. Eu cheguei super de surpresa andando pelas redondezas e fiquei pasma e em estado de choque quando me vi lá, um sentimento maravilhoso. É cheia de restaurantes e, ao final, há um arco branco gigantesco que dá pra Praça do Comércio. Linda mesmo.

Praça do Comércio: é a Praça XV só que maior, mais limpa e bem cuidada. Gostoso sentar em um dos restaurantes ao redor dela e curtir a atmosfera. Venta gostoso, porque dá pro Tejo.

Café Martinho da Arcada: fica praticamente na Praça do Comércio, numa esquina (tem a mesa que Fernando Pessoa sentava até hoje lá e uma das poesias que ele teria escrito pra pagar uma conta –, linda por sinal): o dono é um doce, o vinho do porto uma delícia, pastel de nata igualmente e um expressozinho, hmmmmmmmm!

Praça Marquês de Pombal: é o ponto de início do ônibus turístico hop-on hop-off – super recomendo, passa em praticamente todos os lugares, inclusive no Parque das Nações e em Belém, você pode subir e descer, há 2 linhas, eles fornecem um mapinha e tem áudio em várias línguas com a História dos lugares (superficial, mas é). Fica de frente pra Avenida da Liberdade (que é toda arborizada, bem bonita) e de costas para um lindo parque que sobe (lá em cima vê-se uma belíssima vista da cidade, é especialmente bonita – porque mais alto – vista do segundo andar do hop-on hop-off. Ao centro há uma estátua gigantesca do Marquês de Pombal (O cara, a meu ver, pena que Maria A Louca o dispensou… ele que revigorou Lisboa depois do terremoto e tsunami de 1755 que devastou 1/3 da cidade. Dizem que foi o maior estadista do Império Português.

Walking Tour: sugiro fortemente fazer um pela Praça Dom Pedro IV (I do Brasil), cercanias do castelo de São Jorge, Mouraria, Alfama, Catedral da Sé e Igreja Santa Luzia com uma vista fantástica do Tejo, além do local onde Saramago está enterrado. São locais muito graciosos e cheiiinhos de História. O que fiz é diário, se chama John Doe Tours e sai do Hostel Tram que fica bem pertinho do Elevador Santa Justa.

Casa de Fernando Pessoa: pra mim valeu demais a ida. Foi até meio mágico. Tem um restaurante delicioso atrás da casa, livros dele com observações feitas manualmente, por ele! No último andar um filme com personalidades brasileiras e portuguesas declamando poesias dele. Até chorei. Lindo demais.

Belém:

Monastério dos Jerônimos: obra de arte da arquitetura, todos os detalhes. Onde Fernando Pessoa está enterrado, na lápide trecho de uma das poesias que mais gosto dele:

‘Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

Brilha, porque alta vive.’

Pastelaria de Belém: receitas das freiras das antigas. Pastelzinho feito na hora, massa que derrete na boca, quentinha. Perfect. Atendimento bom e vinho do porto delícia também.

Monumento ao Descobrimento: bacana, mas o mais legal é o mapa mundi no chão com as datas e locais que os portugueses ‘descobriam’ e colonizaram à época das grandes navegações. Um barato.

Monumento aos mortos nas guerras de independências das colônias portuguesas africanas durante a ditadura de Salazar: além de bonito e moderno, dá pra se dar conta do quão as guerras são lamentáveis. Os nomes de todos os mortos estão escritos na parede. É muita gente. É muita dor. É muito lamentável. Chega doi.

Torre de Belém: não dava nada, mas adorei entrar. Os detalhes das paredes e janelas são impressionantes e tem uma bela vista da cidade e do Tejo também.

Curiosidades: Lisboa tem uma ponte igual à Golden Gate (parece que o arquiteto foi o mesmo inclusive), outra igual à RJ/Niterói (só que cerca de 4km mais longa) e uma estátua de Jesus Cristo. Sério. Menor. Mas é ele.

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reading challenge #7: no que acredito – bertrand russell

7. NO QUE ACREDITOBERTRAND RUSSELL (originalmente publicado em 1925)

Categorias: “a book a friend recommended” e “a book that made you cry”.

Resumo: Bertrand Russel resume em poucas páginas, de forma relativamente simples, suas crenças mais profundas e densas. Fiquei profundamente tocada e emocionada, na medida em que muitas delas refletem as minhas próprias crenças a partir da minha experiência so far (mas que eu não havia concatenado tão bem e de forma tão ampla até me deparar com esse livro) e posso dizer que passei a ser uma defensora das ideias dele. Deu vontade de sair gritando por aí as palavras escritas por ele nesse livro.

Trechos da apresentação escrita por Alan Ryan que merecem destaque:

“A visão de Russell sobre o comportamento humano era enraizada na tradição empírica que propunha que o desejo é o motor de todas as ações e que o papel da razão é nos dizer como buscar aquilo que buscamos, e não aquilo que, de início, deveríamos perseguir. (…) ‘A razão é e deveria ser escrava das paixões’.”

“Russell acreditava que deveríamos pensar muito detidamente sobre aquilo a que nos propomos, e ele queria mais reflexão, e uma reflexão mais cientificamente orientada, sobre o que deveríamos fazer com nossas vidas. Tratava-se de uma discussão para tentar entender o que de fato queremos.”

“Rivers achava que Freud exagerava os próprios insights, mas não tinha dúvidas de que estamos muito mais à mercê de impulsos inconscientes do que gostamos de acreditar.”

“Paz e felicidade só podem ser asseguradas por meio do estímulo dos instintos criativos e do desvio dos instintos possessivos para fins úteis ou, pelo menos, inofensivos.”

“Nossos impulsos em si não são nem bons nem maus; são fatos brutos. São bons e maus conforme auxiliam ou desfrutam outros impulsos, nossos ou de outras pessoas.”

“Russell defendeu altos ideais que apenas frouxamente estão ligados à busca da felicidade no sentido comum – coragem, por exemplo, o amor à verdade e uma preocupação não-instrumentalista pela natureza.”

“Russell se dizia um agnóstico, indicando que não era impossível que houvesse algum tipo de deus, mas que ele tinha certeza que Deus não existia.”

“Russell era hostil a toda forma de ética que fosse baseada em regras. Acertadamente ele pensava que a moralidade desempenha um papel pequeno na existência. Ninguém observa as regras sobre dever paterno quando cuida de uma criança doente, por exemplo; a pessoa é motivada – ou não – por amor, e em nenhum dos casos a moralidade desempenha qualquer papel. Se às pessoas falta afeição necessária para uma situação, não é possível forçá-las a tê-la por meio de lições de moral, e, se sentem tal afeição, a baliza da moral é redundante.”

“Russell sempre achou o vasto vazio do universo profundamente comovente – aterrorizante e consolador também. Essa emoção fez com que muitos leitores decidissem que Russell era, apesar de tudo, um pensador excepcionalmente religioso.”

Trechos do livro em si que merecem destaque:

“Exceto na astronomia, a humanidade não conquistou a arte de predizer o futuro; nas relações humanas, podemos constatar a existência de forças que conduzem à felicidade e de outras que conduzem ao infortúnio. Não sabemos qual delas prevalecerá, mas, para a agir com sabedoria, devemos estar cientes de ambas.”

“O homem é parte da natureza, não algo que se contraste com ela.”

“Deus e a imortalidade, dogmas centrais da religião cristã, não encontram respaldo na ciência. (…) Sem dúvidas, as pessoas continuarão a alimentar essas crenças, visto que lhe são aprazíveis, como aprazível é atribuir-nos a virtude e aos nossos inimigos o vício. (…) Não pretendo provar que Deus não existe. Tampouco posso provar que o Diabo seja uma ficção. É possível que exista o Deus cristão, assim como é possível que existam os deuses do Olimpo, do Egito antigo ou da Babilônia. Mas nenhuma dessas hipóteses é mais provável do que a outra: residem fora da região do conhecimento provável e, portanto, não há razão para considerar qualquer uma delas.”

“O medo é base do dogma religioso, assim como de muitas outras coisas na vida humana.”

“A felicidade não deixa de ser verdadeira porque deve necessariamente chegar a um fim; tampouco o pensamento e o amor perdem seu valor por não serem eternos.”

“No mundo dos valores, a natureza em si é neutra – nem boa nem ruim, merecedora nem de admiração nem de censura. Somos nós quem criamos valor, e são nossos desejos que o conferem. Desse império somos reis e de nossa realeza nos tornamos indignos se à natureza nos curvamos. Estabelecer uma vida plena cabe portanto a nós, e não à natureza – nem mesmo à natureza personificada como Deus.”

“Para alguns, a prisão é uma boa forma de impedir o crime; outros sustentam que a educação seria a melhor alternativa.”

“Tolstói condenava toda e qualquer guerra; outros julgavam que a vida de um soldado empenhado em combater pela justiça era extremamente nobre.”

“A vida virtuosa é aquela inspirada pelo amor e guiada pelo conhecimento. Tanto o conhecimento como o amor são indefinidamente extensíveis; logo, por melhor que possa ser uma vida, é sempre possível imaginar uma vida melhor. Nem o amor sem o conhecimento, nem o conhecimento sem o amor podem produzir uma vida virtuosa.”

“Ainda que o amor e o conhecimento sejam ambos necessários, em certo sentido o amor é mais fundamental, na medida em que levará indivíduos inteligentes a buscar o conhecimento a fim de descobrir de que modo beneficiar aqueles a quem amam.”

“Amor é uma palavra que abrange uma variedade de sentimentos; empreguei-a propositalmente porque desejo incluí-los todos. O amor como emoção – sentimento a que me refiro, já que o amor ‘por princípio’ não me parece legítimo – desloca-se entre dois pólos: de um lado, o puro deleite na contemplação; de outro, a benevolência pura.”

“De fato, afigura-se plausível que toda emoção altruística seja uma espécie de transbordamento do amor paternal, ou por vezes a sua sublimação. Na falta de um termo melhor, devo chamar essa emoção de ‘benevolência’”.

“O amor, em sua totalidade, é uma combinação indissolúvel de dois elementos, deleite e benquerer.”

“O santo ascético e o sábio desinteressado não se constituem em seres humanos completos.”

“Quando afirmei que a vida virtuosa consiste no amor guiado pelo conhecimento, o desejo que me inspirou não foi senão o de viver essa vida o máximo possível e de ver vivê-la outras pessoas.”

“(…) a prudência faz parte de uma vida virtuosa.”

“Mas há um outro método, mais fundamental e muito mais satisfatório quando bem sucedido. Implica modificar os caracteres e os desejos dos homens, a fim de minimizar situações de conflito, fazendo com que o sucesso dos desejos de um homem seja compatível, tanto quanto possível, com os desejos de outro. Eis porque o amor é melhor do que o ódio – porque, em vez de conflito, confere harmonia aos desejos dos indíviduos envolvidos.”

“É evidente que um homem provido de uma perspectiva científica da vida não se pode deixar intimidar pelos textos das Escrituras ou pelo ensinamentos da Igreja. Não lhe satisfará dizer ‘este ou aquele ato constitui pecado, e isso encerra a questão’. Investigará se tal ato verdadeiramente acarreta algum mal, ou se, pelo contrário, o que acarreta algum mal é crê-lo pecaminoso.”

“Rapazes e moças deveriam aprender a respeitar reciprocamente sua liberdade; deveriam ser levados a perceber que nada confere a um ser humano direitos sobre o outro e que o ciúme e a possessividade aniquilam o amor. Deveriam aprender que trazer ao mundo outro ser humano é algo muito sério e que só pode ser assumido quando se tem certeza que a criança contará com uma razoável expectativa de saúde, um ambiente adequado e o cuidado dos pais. Não obstante, deveriam aprender métodos de natalidade, de modo a assegurar que seus filhos só viessem ao mundo quando desejados. Por fim, deveriam tomar conhecimento dos perigos causados pelas doenças venéreas, assim como os métodos de prevenção e cura. O aumento da felicidade humana que se pode esperar da educação sexual aplicada nessas bases é imensurável.”

“Deve-se reconhecer que, na ausência de filhos, as relações sexuais constituem um assunto de caráter inteiramente privado, que não diz respeito nem ao Estado, nem ao próximo.”

“Ainda mais danosa que a superstição teológica é a superstição do nacionalismo, do dever para com o próprio Estado e nada mais.”

“Deveríamos tratar o criminoso tal como alguém que sofra de uma epidemia. Cada qual é um perigo público e cada qual deve ter liberdade limitada até que deixe de apresentar uma ameaça à sociedade. Entretanto, enquanto o homem que sofre de uma pestilência é objeto de solidariedade e comiseração, o criminoso é objeto de exacração. Isso é totalmente irracional. E é por conta dessa diferença de postura que nossas prisões são muito menos bem-sucedidas em curar as tendências criminosas do que nossos hospitais em curar enfermidades.”

“A vida virtuosa tal como a concebemos demanda um grande número de condições sociais, sem as quais não pode realizar-se. Como já dissemos, ela é uma vida inspirada pelo amor e guiada pelo conhecimento. O conhecimento necessário só poderá existir se os governos ou milionários dedicarem-se à sua descoberta e difusão.”

“(…) o conhecimento em ciência, história, literatura e arte deveria estar ao alcance de todos aqueles que o desejassem; isso requer arranjos cuidadosos por parte das autoridades públicas e não deve ser alcançado por meio da conversão religiosa.”

“O ponto importante é que, a despeito de tudo o que distingue uma vida boa da uma vida má, o mundo é uma unidade, e o homem que finge viver de maneira independente não passa de um parasita consciente ou inconsciente.”

“Para viver uma vida plena em seu mais amplo sentido, um homem deve contar com uma boa educação, amigos, amor, filhos (se os desejar), uma renda suficiente para manter-se a salvo da pobreza e de graves apreensões, uma boa saúde e um trabalho que não lhe seja desinteressante. Todas essas coisas, em diferentes medidas, dependem da comunidade, podendo ser beneficiadas ou obstruídas pelos acontecimentos políticos. Uma vida de bem deve ser vivida em uma sociedade de bem; do contrário, ela não se faz plenamente possível.”

“Não há atalhos para uma vida virtuosa, seja ela individual ou social. Para construir uma vida virtuosa, precisamos erigir a inteligência, o autocontrole e a solidariedade.”

“As ações dos homens são danosas quer pela ignorância, quer pelos maus desejos. Os “maus” desejos, quando falamos do ponto de vista social, podem ser definidos como os que tendem a frustrar os desejos alheios, ou, mais exatamente, como aqueles que mais frustam os desejos alheios que se realizam.”

“É nos momentos de pânico que a crueldade se torna mais ampla e mais atroz.”

“Combater o medo, portanto, deve ser uma das preocupações primordiais do moralista dotado de postura científica. Pode-se fazê-lo de duas maneiras: aumentando a segurança e cultivando a coragem.”

“Para que uma vez mais possamos progredir, precisamos uma vez mais nos dominar pela esperança.”

“Tudo o que aumenta a segurança geral tende a diminuir a crueldade.”

“(…) nada se poderá conseguir procurando garantir a segurança de uma parte da humanidade à custa de outra (…). Métodos como esses só farão aumentar o terror dentro do grupo dominante, receoso de que o ressentimento leve os oprimidos a rebelar-se. Somente justiça pode conferir segurança; e por “justiça” me refiro ao reconhecimento da igualdade de direitos entre todos os seres humanos.”

“A coragem em combate de modo algum constitui a única forma de coragem – sequer, talvez, a mais imporante. Há coragem no enfrentamento da pobreza, do escárnio e da hostilidade de nosso próprio rebanho. (…) Há, também e acima de tudo, a coragem de se pensar calma e racionalmente diante do perigo e de se reprimir o impulso do medo-pânico e do ódio-pânico. São essas coisas que certamente a educação pode ajudar a proporcionar. E o ensino de todas as formas de coragem torna-se mais fácil quando se pode contar com boa saúde, a mente sã, uma alimentação adequada e a liberdade para exercer os impulsos fundamentais.”

“Ao que tudo indica, não há limite para o que a ciência poderia fazer no sentido de aumentar a coragem – mediante, por exemplo, a experiência do perigo, uma vida atlética e uma dieta adequada.”

“A coragem estimulada nos segmentos mais pobres da comunidade não é senão uma coragem subserviente, não o tipo que envolve iniciativa e liderança. Quando as qualidades que hoje conferem liderança se tornarem universais, já não haverá líderes e seguidores, e a democracia por fim terá sido concretizada.”

“O medo não é a única fonte de maldade; a inveja e as desilusões têm também a sua cota.”

“Um homem ou uma mulher frustrados sexualmente tendem a mostrar-se repletos de inveja; geralmente isso se expressa na forma de condenação moral aos mais afortunados. Muito da força motriz contida nos movimentos revolucionários se deve à inveja aos ricos. O ciúme é, naturalmente, uma forma especial de inveja – a inveja do amor.”

“Não há, até onde sei, uma maneira pela que se possa lidar com a inveja, senão tornando mais feliz e plena a vida dos invejosos e acalentando nos jovens a ideia de empreendimentos coletivos, em lugar da competição. As piores espécies de inveja se manifestam naqueles que não têm uma vida plena no tocante ao casamento, filhos ou carreira.”

“Onde a inveja for inevitável, devemos utilizá-la como estímulo para os nossos próprios esforços, e não para frustrar os esforços de nossos rivais.”

“Não há, provavelmente, limite para o que a ciência pode fazer no sentido de aumentar a excelência positiva. A saúde pública, por exemplo, já foi bastante melhorada; apesar das lamúrias dos que idealizam o passado, vivemos mais tempo e somos acometidos de menos enfermidades do que qualquer classe social ou nação do século XVIII.”

“Quando descobrirmos de que modo o caráter depende de condições fisiológicas, seremos capazes, caso escolhamos, de produzir um número muito maior do tipo de ser humano que admiramos. Inteligência, capacidade artística, benevolência – não há dúvida que todas essas coisas poderiam ser ampliadas com a ciência.”

“O que é natural? Grosso modo, tudo aquilo com que o falante estava acostumado na infância.”

“É inútil dar aos homens algo abstratamente considerado como ‘bom’; devemos dar-lhes algo que desejem ou de que necessitem, se quisermos contribuir para sua felicidade. Com o tempo, talvez a ciência aprenda a moldar nossos desejos de modo que não contrastem com os desejos dos outros (…); estaremos aptos, pois, a satisfazer uma proporção muito maior de desejos do que atualmente.”

“Um simples desejo considerado isoladamente não é melhor nem pior que qualquer outro.”

“Poderá a ciência, caso queira, permitir que os nossos netos vivam uma vida plena, ao proporcionar-lhes conhecimento, autocontrole e atributos que produzam harmonia, em vez de discórdia. No momento, ela está ensinando nossos filhos a matarem uns aos outros (…). Mas essa fase passará quando os homens tiverem adquirido sobre suas paixões o mesmo domínio que já possuem sobre as forças do mundo exterior. Finalmente, então, teremos conquistado a nossa liberdade.”

Palavras e expressões: canhestro, práticas retóricas, deleites apaixonados, cadafalso, tiritar, tépido, esplendor, potentados, inextricavelmente, superfluidade, esmaecer, superstição, pecaminoso, infligir, ascetismo, fustigam, malevolência, júbilo, recrudescimento, emoção altruística, mistificações, aplacar, espreitam, abismos, lamúrias, dogmas antiquados.

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