Lisboa, boa.

Estação de metrô Saldanha: cheinha de trechos de poesias e livros nas paredes. Adorável. De lá: “As pessoas que mais admiro são aquelas que nunca se acabam.” Só pecaram em não indicar o autor ao pé da citação.

Trem nº 28: A parada inicial é na praça da estação Martins Moniz. A rota do trem por si só é uma atração e percorre todo o centro antigo e as ruelas encantadoras de Lisboa. Uma delícia de passeio, já dá pra notar a arquitetura típica do centro antigo de Lisboa: azulejos (herança árabe), varandinhas, janelões, lustres adornados, praças, igrejas e, claro, as calçadas cheinhas de pedras portuguesas (tropecei numa de salto e caí que até sangrou o joelho).

Café À Brazileira: Parece que já foi café o preferido do Fernando Pessoa (tem até uma estátua dele tomando um cafezinho lá, tipo a do Drummond que tem na Praia de Copacabana), tem uma placa em mármore indicando o dia que Juscelino Kubitschek lá esteve em 1960 e teria escrito: “Parto com o coração doendo.”  Gostei da logomarca, mas tive um pouco de medo. Estive lá mais de 5 vezes e todas elas muito cheio de turistas. O ideal é tomar um café rápido no balcão mesmo com um pastelzinho de nata. Só na 4ª vez o atendente me deu bola. Devia ser bom mesmo no início do século passado quando Pessoa ia lá (parece que deixou de ir porque ficou famosinho) e mais ou menos até 1960. Vale pelas redondezas, cheia de restaurantes, cafés, livrarias, padarias e ruazinhas sobe e desce.

Praça Luís de Camões: bem gostosinha, é onde fica o Consulado Geral do Brasil, padarias e lojinhas bacanas.

Livraria Bertrand: a livraria mais antiga do mundo, dentro tem certificado do Guiness Book, ela abriu em 1732. Se você compra um livro, eles perguntam se você quer que carimbe com o certificado do Guiness, como uma lembrança. Eu quis no Mensagem do Pessoa que comprei. J

Largo do Carmo: local onde a ditatura de Salazar foi derrubada e onde fica o restaurante que comi o bacalhau mais delicioso por lá (Carmo o nome do restaurante, fica praticamente numa esquina de frente para o Largo, com cadeirinha na calçada – sugiro sentar nas cadeiras da calçada pra sentir a vibe gostosa do Largo). O bacalhau é À Braz (realmente delicioso). Dá pra provar também o licor tradicional português: a famosa Ginjinha. Bem gelada. Achei uma delícia.

Elevador Santa Justa: Dá pra ver a cidade bem do alto, mas se tiver muita fila – quase sempre tem – sugiro descer pra cidade baixa direto (o Castelo de São Jorge tem uma vista ainda mais bacana e 360º).

Rua Augusta (rua mais linda do mundo, segundo o protagonista do livro “Trem Noturno pra Lisboa”): De fato é estonteante. Eu cheguei super de surpresa andando pelas redondezas e fiquei pasma e em estado de choque quando me vi lá, um sentimento maravilhoso. É cheia de restaurantes e, ao final, há um arco branco gigantesco que dá pra Praça do Comércio. Linda mesmo.

Praça do Comércio: é a Praça XV só que maior, mais limpa e bem cuidada. Gostoso sentar em um dos restaurantes ao redor dela e curtir a atmosfera. Venta gostoso, porque dá pro Tejo.

Café Martinho da Arcada: fica praticamente na Praça do Comércio, numa esquina (tem a mesa que Fernando Pessoa sentava até hoje lá e uma das poesias que ele teria escrito pra pagar uma conta –, linda por sinal): o dono é um doce, o vinho do porto uma delícia, pastel de nata igualmente e um expressozinho, hmmmmmmmm!

Praça Marquês de Pombal: é o ponto de início do ônibus turístico hop-on hop-off – super recomendo, passa em praticamente todos os lugares, inclusive no Parque das Nações e em Belém, você pode subir e descer, há 2 linhas, eles fornecem um mapinha e tem áudio em várias línguas com a História dos lugares (superficial, mas é). Fica de frente pra Avenida da Liberdade (que é toda arborizada, bem bonita) e de costas para um lindo parque que sobe (lá em cima vê-se uma belíssima vista da cidade, é especialmente bonita – porque mais alto – vista do segundo andar do hop-on hop-off. Ao centro há uma estátua gigantesca do Marquês de Pombal (O cara, a meu ver, pena que Maria A Louca o dispensou… ele que revigorou Lisboa depois do terremoto e tsunami de 1755 que devastou 1/3 da cidade. Dizem que foi o maior estadista do Império Português.

Walking Tour: sugiro fortemente fazer um pela Praça Dom Pedro IV (I do Brasil), cercanias do castelo de São Jorge, Mouraria, Alfama, Catedral da Sé e Igreja Santa Luzia com uma vista fantástica do Tejo, além do local onde Saramago está enterrado. São locais muito graciosos e cheiiinhos de História. O que fiz é diário, se chama John Doe Tours e sai do Hostel Tram que fica bem pertinho do Elevador Santa Justa.

Casa de Fernando Pessoa: pra mim valeu demais a ida. Foi até meio mágico. Tem um restaurante delicioso atrás da casa, livros dele com observações feitas manualmente, por ele! No último andar um filme com personalidades brasileiras e portuguesas declamando poesias dele. Até chorei. Lindo demais.

Belém:

Monastério dos Jerônimos: obra de arte da arquitetura, todos os detalhes. Onde Fernando Pessoa está enterrado, na lápide trecho de uma das poesias que mais gosto dele:

‘Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

Brilha, porque alta vive.’

Pastelaria de Belém: receitas das freiras das antigas. Pastelzinho feito na hora, massa que derrete na boca, quentinha. Perfect. Atendimento bom e vinho do porto delícia também.

Monumento ao Descobrimento: bacana, mas o mais legal é o mapa mundi no chão com as datas e locais que os portugueses ‘descobriam’ e colonizaram à época das grandes navegações. Um barato.

Monumento aos mortos nas guerras de independências das colônias portuguesas africanas durante a ditadura de Salazar: além de bonito e moderno, dá pra se dar conta do quão as guerras são lamentáveis. Os nomes de todos os mortos estão escritos na parede. É muita gente. É muita dor. É muito lamentável. Chega doi.

Torre de Belém: não dava nada, mas adorei entrar. Os detalhes das paredes e janelas são impressionantes e tem uma bela vista da cidade e do Tejo também.

Curiosidades: Lisboa tem uma ponte igual à Golden Gate (parece que o arquiteto foi o mesmo inclusive), outra igual à RJ/Niterói (só que cerca de 4km mais longa) e uma estátua de Jesus Cristo. Sério. Menor. Mas é ele.

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