reading challenge #3: admirável mundo novo – aldous huxley

3. ADMIRÁVEL MUNDO NOVOALDOUS HUXLEY (publicado originalmente em 1932).

Categorias: ‘a book by an author you’ve never read before’ e ‘a book that was originally written in a different language’.

Resumo: Se passa em Londres num futuro distante cujos costumes são completamente diferentes dos atuais (ou quase nada, aí a ironia do título e nuance do livro, chega a aterrorizar, por exemplo, as pessoas para relaxarem usam uma espécie de droga chamada “soma” que me remeteu à cerveja dos nossos dias, que entorpece e acalma, nas não resolve nada – o oposto). Basicamente o Estado controla tudo, até a concepção de pessoas (não mais são feitas por um pai e uma mãe, mas em laboratório, tipo Matrix). Deus se chama Ford, as crianças são condicionadas desde que nascem (por vozes e choques – interessante os choques que tomam quando se aproximam de um livro ou de uma flor para ficarem traumatizadas e manterem distância quando adultas, o que mantém o status quo, pois a natureza e o livro têm potencial de fazer com que reflitam sobre a vida e o que pensam, os livros de Shakespeare e a Bíblia, por exemplo, são proibidos) para fazerem parte de determinada camada social (no livro: Ípsilon, Beta, Alfa, Gama etc.) e não questionarem o sistema. Existe um povo “selvagem” no Novo México. Os personagens principais (spoiler alert!) são: Bernard e Lenina (que vão ao Novo México) e o John que nasceu no Novo México de mãe e pai “civilizados” e leu todos os livros de Shakespeare). Interessante também o fato do sobrenome de personagens secundários serem os mesmos de personagens históricos como “Bonaparte” (do Napoleão) e Darwin (do Charles) e as diversas citações de livros de Shakespeare no decorrer do livro.

Frases que mais gostei:

“A beleza atrai, e nós não queremos que ninguém seja atraído pelas coisas antigas. Queremos que amem as novas.”

“Eufórico, narcótico, agradavelmente alucinatório. (…) Todas as vantagens do Cristianismo e do álcool; nenhum dos seus inconvenientes. (…) Podem proporcionar a si mesmos uma fuga da realidade sempre que o desejarem, e retornar a ela sem a menor dor de cabeça e nem sombras de mitologia. (…) A estabilidade estava praticamente assegurada. (…) Faltava apenas vencer a velhice.”

“O verdadeiro problema é este: como é que não posso, ou antes (porque eu sei perfeitamente por que é que não posso), o que  sentiria eu se pudesse, se fosse livre, se não tivesse escravizado pelo meu condicionamento?”

“’Todos são felizes agora.’ Nós começamos a dar isso às crianças a partir dos 5 anos. Mas você não sente o desejo de ter liberdade para ser feliz de algum outro modo, Lenina? De um modo pessoal, por exemplo, não como os outros.”

“Se uma pessoa é diferente, é fatal que se torne solitária. A gente é tratado de um modo abominável.”

“Vocês gostam de ser escravos? (…) Vocês não querem ser livres, ser homens? Nem sequer compreendem o que significa ser homem, o que é a liberdade?”

“A arte, a ciência… Parece-me que os senhores pagarem um preço bastante alto pela sua felicidade.”

“O senhor sabe muito bem o que é Deus, não? O Selvagem hesitou. Teria gostado de dizer alguma coisa sobra a solidão, a noite, a mesa estendendo-se pálida sob o luar, o precipício, o mergulho nas trevas cheias de sombras, a morte. Teria gostado de falar, mas não encontrava palavras. Nem mesmo em Shakespeare.”

Livros citados que fiquei com vontade de ler:

“A imitação de Cristo”, “ As variedades da experiência religiosa” e todos de Shakespeare.

admirável

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